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 Presos forneciam à Daslu e a Law Kim Chong, diz PF
16 de agosto de 2006 12h50 atualizado em 17 de agosto de 2006 às 14h29

O esquema de fraudes que culminou na Operação Dilúvio, da Polícia Federal, na qual foram presas 79 pessoas esta manhã, tem ligação com a loja Daslu e com o contrabandista Law Kim Chong. Segundo a PF, empresas investigadas na operação seriam fornecedoras da grife de luxo e do chinês. A assessoria de imprensa da Daslu afirmou que a loja "tem hoje mais de 300 fornecedores e nenhuma dessas empresas está sendo investigada pela Receita Federal na Operação Dilúvio".

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Somente pela manhã, foram presas 79 pessoas envolvidas no esquema. Entre eles, estão empresários, chefes da quadrilha, e e também servidores públicos que, forneciam informações à quadrilha. Um empresário que comandava o braço do esquema em Miami, nos Estados Unidos, está voltando para o Brasil e deve se entregar à polícia.

Pelo menos 50 empresas teriam ligação com o esquema, entre elas, está um grande grupo empresarial estabelecido em São Paulo. As empresas importaram mais de US$ 1,1 bilhão, nos últimos quatro anos, segundo as investigações. Estima-se que a sonegação de tributos federais aduaneiros ultrapasse os US$ 500 milhões.

Os nomes dos envolvidos e das empresas, no entanto, estão sendo mantidos em segredo pela Polícia Federais. Os agentes apenas adiantaram que não há policiais nem americanos entre os presos. A polícia trabalhou em parceria com a justiça americana apenas para desvendar o esquema em Miami, que era operado por brasileiros.

A operação reúne desde a madrugada cerca de 950 policiais federais e 350 servidores da Receita Federal. As equipes executam mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Paranaguá (PR) e Itajaí (SC) em mais de 200 locais. As buscas acontecem em residências dos envolvidos, empresas do esquema, principais clientes, depósitos de mercadorias, escritórios de advocacia e de despachantes e colaboradores.

Operação conjunta
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, destacou a importância da operação em conjunto da Polícia Federal com a Receita Federal. Segundo ele, com a Operação Dilúvio já são 45 investigações em comum.

O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, afirmou que as operações integradas estão amadurecendo. "Com isso, quem ganha é sociedade. Essa operação é importante porque elimina um grande mecanismo de comércio ilegal", disse.

Motivação eleitoral
Em entrevista em Brasília Thomaz Bastos negou que as investigações tenham sido intensificadas por causa das eleições de outubro. Segundo ele, a operação está em curso há dois anos e a coincidência de uma quadrilha ser desbaratada ou não, nada tem a ver com as eleições. "Em algumas épocas as investigações se aceleram", disse.

Redação Terra