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Os mortos, segundo a polícia, seriam de grupo ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV), que invadiu o Vidigal no domingo para tentar tomar as bocas-de-fumo, provocando outras quatro mortes.
Segundo o comandante da PM, coronel Hudson de Aguiar, que esteve no local, os policiais teriam sido surpreendidos por 16 bandidos. Sete se abrigaram numa casa, que foi cercada pela PM, e houve intenso tiroteio. Os traficantes lançaram três granadas. Estilhaços feriram braço do soldado Matos e a boca do sargento Roca, que foram atendidos no Hospital Miguel Couto, no Leblon.
"Não queremos derramamento de sangue, mas não vamos deixar que bandidos tirem a paz da comunidade", disse Hudson. O morro está ocupado pela PM.
Ordem partiu de Bangu
A Polícia Civil pediu ontem a prisão de oito envolvidos na invasão, entre eles Patrick Salgado Souza Martins, ex-chefe do tráfico na favela ligado ao CV que está em Bangu 3 e planejou o ataque. Segundo Hudson, a invasão foi facilitada por parentes de bandidos do CV na favela.
Morador da Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, dominada pelo CV, Wagner Freire da Silva, 22 anos, está desaparecido desde domingo e disse a parentes que iria a festa no Vidigal. Familiares acreditam que esteja entre os mortos.
Pela manhã, homens do Batalhão Florestal e do Meio Ambiente encontraram uma pistola 40 e um carregador. Na noite anterior, um homem tinha sido morto em confronto com o Bope e outro, agredido. Alexandre dos Santos, 22 anos, o Alexandre Cinco Dedos, foi espancado por moradores na Rua Presidente João Goulart, na entrada principal da favela.
Do Morro Pavão-Pavãozinho, em Ipanema, ele é acusado de ter ido à comunidade dar reforço ao CV. A sigla PPG (Pavão-Pavãozinho e Cantagalo) podia ser vista em muros do Vidigal e nas armas apreendidas pelo Bope.
Pela manhã, mototáxis estavam proibidos de circular. Só três vans teriam autorização do tráfico para embarcar passageiros, porque os motoristas seriam moradores antigos. O comércio trabalhava com restrições. Entregas estariam proibidas.

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