EUA: médico brasileiro preso após lipo quer extradição

04 de agosto de 2006 • 05h45 • atualizado às 05h45

O médico brasileiros Luiz Carlos Ribeiro, 49 anos, preso nos Estados Unidos sob a acusação de envolvimento na morte da compatriota Fabíola de Paula, 24, por complicações decorrentes de uma lipoaspiração, pretende pedir à Justiça americana sua extradição para o Brasil.

A informação foi repassada ao jornal Folha de S.Paulo pelo advogado Edmundo Diniz Alves, que está fazendo a defesa de Ribeiro. Segundo Alves, seu cliente deve ser julgado em solo brasileiro porque ele e a vítima nasceram no País. Ele ainda declarou que sua prioridade é conseguir a liberdade provisória do médico, que estaria com a saúde debilitada e teria colocado quatro pontes de safena.

O advogado garante que Ribeiro é inocente. O médico, que não tem autorização para exercer a profissão nos EUA e reponde a processos no Brasil por erro médico, foi preso no início da semana, logo após a morte de Fabíola. Na companhia da mulher, ele conduziu a cirurgia, realizada no porão de uma casa na cidade de Framingham, no Estado americano de Massachusetts.

O defensor garante que Fabíola omitiu do médico o fato de que ingeria ingeria medicamento de uso contínuo. De acordo com o advogado, a substância, associada à administração do anestésico, foi a causadora do choque anafilático que culminou na morte da paciente. Segundo Diniz Alves, Ribeiro tem diploma de medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais há 25 anos e possui pós-graduação em anestesiologia e em cirurgia estética pelo Colégio Brasileiro de Medicina Estética.

O advogado confirmou que seu cliente não possui autorização para exercer a medicina nos Estados Unidos.

Redação Terra
 
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