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MP exige que USP retire crucifixo de clínica

28 de julho de 2006 08h38

O Ministério Público enviou ofício à Universidade de São Paulo (USP) cobrando a retirada de um crucifixo colocado na sala de espera da clínica odontológica, por onde passam cerca de 1,4 mil pessoas por dia, após receber queixa de uma pessoa que alegou ter ficado incomodada com o objeto.

Procurada desde quarta pela Folha de S.Paulo, a USP não se manifestou. Se o crucifixo continuar na clínica, a universidade será acionada pelo promotor de Justiça Sérgio Turra Sobrane. A representação foi protocolada por Vicente Ciccone, que não quis comentar o caso.

A Promotoria vai apurar eventual desprestígio a outras crenças religiosas. A queixa segue o princípio institucional de que o Estado é laico, ou seja, não poderia ostentar nem demonstrar nenhuma preferência religiosa, como diz a Constituição. Como a USP é um órgão público, não poderia, em tese, manter o crucifixo no local.

Redação Terra