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O calor é resultado de uma massa de ar quente e seco que cobre grande parte do Brasil. Após a segunda-feira, que amanheceu com frio de 1 grau na Serra e 5 graus na Grande Porto Alegre, o ar polar se afastou e deu lugar rapidamente ao ar aquecido do norte.
O meteorologista Eugenio Hackbart explica que o calor intenso não chega a ser algo anormal para esta época do ano. Conforme Hackbart, por estar numa região de latitudes médias com ingresso de ar frio e quente durante todo o ano, picos de calor e frio são comuns no inverno e se repetem quase todos os anos.
O meteorologista ressalta, contudo, que chama a atenção o fato de dias muitos quentes terem se tornado muito mais freqüentes no inverno nos últimos anos. Em 2004, o dia mais quente do ano inteiro ocorreu em pleno inverno, quando a máxima ultrapassou os 38 graus na Grande Porto Alegre na primeira semana de setembro.
A temperatura nos primeiros doze dias de julho ficou 2,5 graus acima da média histórica do período na Grande Porto Alegre. A tendência se mantém para a maioria dos dias restantes do mês de julho no Sul do Brasil. O mês pode entrar para a estatística como um dos mais quentes da história na faixa central da América do Sul.
Apenas na segunda quinzena do mês, particularmente após o dia 20, existe a possibilidade de ingresso de uma massa de ar frio.
Redação Terra