Dante de Oliveira deixou seu nome na emenda das Diretas

06 de julho de 2006 • 22h44 • atualizado às 23h38

O ex-governador do Mato Grosso Dante de Oliveira marcou seu nome na história do Brasil ao apresentar ao Congresso Nacional, no dia 2 de março de 1983, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n° 5, que propunha eleição direta para a Presidência da República.

A emenda, que passou a ser conhecida como Emenda Dante de Oliveira, apesar de rejeitada na Câmara dos Deputados, na madrugada do dia 26 de abril de 1984, dava início à maior mobilização popular já vista no Brasil - o movimento pelas "Diretas Já".

Nascido em 1952, em Cuiabá, Oliveira se aliou ao grupo liderado pelo deputado Ulysses Guimarães (MDB-SP), o "Senhor Diretas", com 32 anos de idade. Entre outros integrantes do grupo estavam o então líder metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Teotônio Vilela, o "Menestrel das Alagoas", e o sociólogo Fernando Henrique Cardoso.

Para comemorar o aniversário de 20 anos da campanha pelas eleições diretas, Oliveira lançou, em 2004, o livro Os 15 meses que abalaram a ditadura, escrito em parceria com o ex-deputado federal Domingos Leonelli.

Dante de Oliveira, engenheiro civil, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), iniciou a sua vida política nos anos 70, como deputado estadual pelo então MDB. Em 1983, foi deputado federal pelo PMDB. Em 1986, foi eleito prefeito de Cuiabá.

Oliveira assumiu o Ministério da Reforma Agrária em 1987, no governo de José Sarney. Em 1994, foi eleito governador de Mato Grosso e se reelegeu ao cargo em 1998. Ele também ocupou o cargo de vice-presidente nacional do PSDB e presidente do partido no Estado. Oliveira iria concorrer a deputado federal pelo PSDB nas eleições de outubro.

Redação Terra
 
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