O cheiro do gás causou desconforto na população |
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O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) atandeu três pessoas que passaram mal na avenida Nove de Julho e no Bairro Vila Olímpia. O Hospital de Clínicas atendeu outras seis pessoas, inclusive o motorista do caminhão, Alan Gomes da Silva. Todos tiveram os mesmo sintomas: tonturas, náuseas, dor de cabeça e irritação no aparelho respiratório (boca, nariz, garganta).
O caminhão transportava dez cilindros do produto. Oito deles caíram na pista e dois vazaram depois que o veículo bateu com uma das rodas na guia. Segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) o odor atingiu um raio de 8 km. Ele foi sentido nos Jardins, Itaim-Bibi, Morumbi, Vila Olímpia, Campo Limpo e Capão Redondo, além de alguns bairros nos municípios de Taboão da Serra, Embu e Itapecerica da Serra, mais próximos da capital.
Para evitar que os motoristas fossem afetados o trânsito foi interditado na Marginal - o que causou congestionamentos que se prolongaram por toda a manhã. O índice de lentidão chegou a 126 km.
Muitos moradores acordaram durante a madrugada assutados, pensando que o vazamento pudesse ser em suas próprias residências. Os bombeiros chegaram a distribuir máscaras para as pessoas que estavam perto do local do acidente e até mesmo uma escola nas proximidades suspendeu as aulas pela manhã.
Sintomas e precauções
Pessoas muito próximas do local do acidente sofreram irritações nas mucosas ligadas ao sistema respiratório (nariz, boca, garganta), coceira e ardência nos olhos assim como tontura e enjôos. Entretanto, os danos à saúde são baixos e reversíveis. "Basta procurar um médico, se necessário", orientou Anthony Wong, diretor do Centro de Assitência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em entrevista á rádio CBN. Crianças e idosos são mais suscetíveis aos efeitos do gás, conforme Wong.
Manoel Zurita, engenheiro químico e professor da PUC-RS, explicou que a característica fundamental do gás é seu forte cheiro. As pessoas que estavam presas no trânsito não devem ter sido atingidas por quantidades potencialmente perigosas, por causa da facilidade de dispersão do produto no ar. "As concentrações respiradas se tornam baixas, evitando danos maiores", esclareceu.
Os moradores que tiverem dúvidas sobre procedimentos médicos podem ligar para o Centro de Assistência Toxicológica no fone (11) 5012-5311.
Redação Terra