Manifestante diz que violência partiu dos seguranças

06 de junho de 2006 • 16h39 • atualizado às 17h37

O coordenador MLST, Marcos Praxedes, informou que os manifestantes que invadiram a Câmara queriam apresentar uma pauta de reivindicações e foram barrados pelos seguranças. Segundo ele, a violência veio dos guardas, que "partiram para cima da gente. E aí a gente se defendeu". Praxedes estima que cerca de 1,3 mil integrantes do MLST invadiram o local.

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Segundo ele, "o Congresso ouve reivindicações de banqueiros, usineiros e empresários, mas não querem ouvir os trabalhadores". "Essa é uma casa do povo, construída com dinheiro público, onde todos tem o direito de ir. Mas aqui os trabalhadores não são recebidos", disse.

Os manifestantes, de acordo com Praxedes, querem, entre outras coisas, a derrubada da medida provisória que impede as terras ocupadas de serem vistoriadas e desapropriadas para fins de reforma agrária. Querem também a punição dos criminosos "que mataram nossos companheiros em 2005, principalmente em Pernambuco", disse o coordenador do MLST.

O MLST negocia a formação de uma comissão para conversar com os presidentes da Câmara e do Senado para apresentar as reivindicações.

O deputado Paulo Rubem (PT-PE), um dos parlamentares que chegou a negociar com os manifestantes, afirmou que essa invasão "não ajuda ninguém" e nada disso teria acontecido se tivesse sido feita uma negociação prévia. "Nenhum de nós aprova invasão, e nem queremos a presença da Polícia Militar. Vamos negociar uma saída".

Agência Brasil
 
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