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Segundo ele, "o Congresso ouve reivindicações de banqueiros, usineiros e empresários, mas não querem ouvir os trabalhadores". "Essa é uma casa do povo, construída com dinheiro público, onde todos tem o direito de ir. Mas aqui os trabalhadores não são recebidos", disse.
Os manifestantes, de acordo com Praxedes, querem, entre outras coisas, a derrubada da medida provisória que impede as terras ocupadas de serem vistoriadas e desapropriadas para fins de reforma agrária. Querem também a punição dos criminosos "que mataram nossos companheiros em 2005, principalmente em Pernambuco", disse o coordenador do MLST.
O MLST negocia a formação de uma comissão para conversar com os presidentes da Câmara e do Senado para apresentar as reivindicações.
O deputado Paulo Rubem (PT-PE), um dos parlamentares que chegou a negociar com os manifestantes, afirmou que essa invasão "não ajuda ninguém" e nada disso teria acontecido se tivesse sido feita uma negociação prévia. "Nenhum de nós aprova invasão, e nem queremos a presença da Polícia Militar. Vamos negociar uma saída".
Agência Brasil