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Guitarrista dos Detonautas é morto em assalto

04 de junho de 2006 20h18 atualizado em 05 de junho de 2006 às 09h38

Guitarrista Rodrigo Netto morreu na hora, atingido por tiro ao tentar escapar de assaltantes. Foto: O Dia

Guitarrista Rodrigo Netto morreu na hora, atingido por tiro ao tentar escapar de assaltantes
Foto: O Dia

O guitarrista da banda Detonautas Rodrigo Netto, 29 anos, foi assassinado no início da noite deste domingo, na avenida Marechal Rondon, no Rocha, quando tentava escapar de quatro bandidos que queriam roubar seu carro. No Astra preto de Rodrigo também estavam o irmão do músico, Rafael da Silva Netto, 32, que levou dois tiros, e a avó deles, Maria da Silva Netto, 87, que não foi atingida.

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Rodrigo dirigia o Astra quando foi abordado, às 18h30, por assaltantes armados com pistolas, que estavam em carro do mesmo tipo e cor. Testemunhas contaram que os bandidos emparelharam o carro com o veículo do músico gritando "pára, pára, perdeu, perdeu". Ele acelerou para escapar, mas os criminosos o perseguiram, atirando no carro.

Uma bala perdida atingiu de raspão o olho esquerdo da empregada doméstica Geralda Marli Vieira, 55, que esperava ônibus num ponto. A criança de 3 anos que estava no colo dela não foi atingida.

Os bandidos perseguiram Rodrigo por 100 metros, até que tornaram a emparelhar com o carro dele e fizeram mais disparos, acertando três tiros no veículo. Uma bala entrou na axila esquerda do guitarrista, matando-o na hora, e outras duas atingiram o irmão no braço direito e nas costas. Levado para o Hospital do Andaraí, Rafael foi operado e está fora de perigo, já que os tiros não acertaram nenhum ponto vital. Os irmãos voltavam do aniversário de 90 anos de uma tia-avó, em Cascadura.

Os bandidos fugiram pela avenida Marechal Rondon em direção ao Maracanã. Na avenida Presidente Castelo Branco, próximo à Uerj, sentido Méier, renderam o motorista de um Audi A3 preto e fugiram, deixando o Astra LRE-0465 usado no crime. O carro havia sido roubado dia 28 de maio na área da 20ª DP (Vila Isabel).

O local do crime ficou cheio de curiosos e o trânsito, engarrafado. Às 19h40, um tiroteio deixou todos em pânico: pedestres se jogavam sob carros e se escondiam atrás de postes, e motoristas procuravam sair da linha de tiro, entrando nas ruas próximas à Marechal Rondon. Policiais correram em direção contrária ao trânsito tentando identificar de onde vinham os tiros.

"Culpado é o governo", diz madrasta
No hospital, a madrasta de Rodrigo e Rafael, Heliana de Andrade da Silva Netto, fez dura crítica ao governo.

"Quem deu os tiros não é o culpado. O culpado é o governo, que não remunera bem os policiais nem dá educação aos jovens. Sei disso porque sou professora", disparou Heliana, que estava com Maria no Andaraí.

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