Para a secretária executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Neide Castanha, essa atitude demonstra uma mudança de padrão cultural, que sempre associa carnaval à sexualidade.
"O carnaval na nossa cultura, sobretudo, quando saiu da manifestação espontânea para ser uma produção industrial, é tido e explorado por muitos meios como momento da sexualização, erotização e exposição da mulher na sua condição de objeto de atração. E uma escola de samba tem a coragem de levar à avenida, para cerca de 70 mil pessoas um samba enredo que canta contra a exploração", afirmou.
O comitê entregou um documento com 5 mil assinaturas pedindo urgência na votação dos projetos de lei que tramitam na Câmara, sobre modificações no Código Penal, no Código de Processo Penal e no Estatuto da Criança e Adolescente.
Três deputadas da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente: Maria do Rosário (PT-RS), Sandra Rosado (PSB-RN) e Ann Pontes (PMDB-PA). Elas receberam o abaixo-assinado e se comprometeram a entregá-lo na próxima semana ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
A coordenadora da Frente, a senadora Patrícia Sabóia (PSB-CE), lamentou a demora na votação dos projetos: "É muito triste que tantas crianças ainda fiquem sem a resposta do Congresso Nacional. Todos os dias, os jornais, a televisão, o rádio, trazem denúncias de crianças que são vítimas da exploração sexual".
Agência Brasil