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PCC atua há mais de 10 anos nas prisões paulistas

15 de maio de 2006 09h02 atualizado às 15h12

Celas da delegacia de Francisco Morato, no interior de São Paulo, foram destruídas. Foto: Reuters

Celas da delegacia de Francisco Morato, no interior de São Paulo, foram destruídas
Foto: Reuters

A facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), responsável pela mais mortal onda de violência ordenada pelo crime organizado no Brasil, existe há mais de 10 anos. Acredita-se que a gangue paulista foi fundada, em 1993, na Casa de Custódia de Taubaté.

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O grupo é responsável pelas maiores rebeliões nas prisões paulistas nos últimos anos e está ligado ao tráfico de drogas, seqüestro e roubos de bancos, segundo a polícia. Acredita-se que a facção tem apoio de mais de 80% dos presos do Estado.

O PCC tem um estatuto, que exige dos criminosos que passam a integrar a rede lealdade e pagamento de uma contribuição financeira, uma espécie de dízimo. O dinheiro arrecadado tem coordenação única e serve para contratar advogados, resgatar presos e dar apoio financeiro para novos crimes.

Em 18 de fevereiro de 2001, o PCC coordenou 29 rebeliões simultâneas em São Paulo com um saldo de 30 mortos, a grande maioria alvo de disputas entre gangues rivais nas prisões. Em novembro de 2003, por mais de uma semana, o grupo foi responsável pelo ataque contra dezenas de delegacias com metralhadoras, bombas caseiras, escopetas e pistolas. No total, três agentes policiais foram mortos e 12 feridos.

A polícia tenta atacar os meios de ligação entre os integrantes do PCC presos e os criminosos em liberdade. Em várias ocasiões, foram descobertas centrais telefônicas que permitem o ordenamento de mortes, inclusive de policiais, e roubos, além da coordenação do tráfico. O uso de celulares dentro da prisão, já flagrado inclusive por câmeras, é apontado por delegados como principal fator na comunicação entre penitenciárias e facção.

Redação Terra