Jovens tiram fotografias em frente a ônibus queimado na avenida Carlos Lacerda, bairro do Campo Limpo
Foto: Reinaldo Marques/Terra
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Pelo menos 13 presos foram mortos em rebeliões que ocorrem em 46 presídios de todo o Estado de São Paulo, na maior onda de violência do País provocada pelo crime organizado. Desde sexta-feira, 61 pessoas morreram em ataques a bases policiais. Com as mortes dos presos, o número total de vítimas fatais chegava a 72 até a noite de ontem segundo a Secretaria de Segurança do Estado de SP (SSP). Ainda conforme a SSP, 44 pessoas ficaram feridas.
Ataques
Mais um ônibus foi incendiado na manhã desta segunda-feira na zona Sul de São Paulo, na Avenida Interlagos. O carro do Corpo de Bombeiros que foi tentar apagar o fogo também acabou atacado. O trânsito ficou interditado na via.
Nesta manhã a empresa de ônibus Transkuba, da zona Sul da capital paulista, também foi atacada. Os criminosos jogaram garrafas com foto pelo muro da companhia. As garrafas quase atingiram o tanque de óleo diesel da empresa, mas nenhum ônibus foi incendiado porque os funcionários conseguiram apagar o princípio de fogo. Um funcionário de limpeza da empresa sofreu ferimentos leves e foi levado a pronto-socorro e passa bem.
Pelo menos quatro agências foram incendiadas com o uso de coquetéis molotov, na zona sul da capital paulista. Houve princípio de incêndio em todas as agências atingidas, mas os bombeiros conseguiram controlar rapidamente o fogo.
A casa de um capitão da Polícia Militar, na zona leste de São Paulo, também foi atingida nesta madrugada por vários tiros e também por um coquetel molotov. Ninguém ficou ferido.
Duas bases da Polícia Militar na cidade de Guarujá, litoral sul de São Paulo, foram incendiadas entre o final da noite de ontem e esta madrugada, uma no bairro da Enseada e a outra na região da periferia da cidade. Segundo a polícia, ninguém ficou ferido.
Trânsito
Cerca de 2 mil ônibus estão fora de circulação na capital paulista. Além de seis empresas da zona sul de São Paulo, parou também a Viação Tambaíba, que atua na zona norte da cidade. A SPTrans informou que não será acionada a Operação Paese, pela qual ônibus de outras viações operam para cobrir as linhas de empresas paradas.
No início da tarde de domingo, tiveram início os ataques a ônibus. Pelo menos 66 veículos foram incendiados. Criminosos armados invadiram a estação Artur Alvim do metrô e metralharam a bilheteria por volta da meia-noite. Ninguém ficou ferido.
Quatro empresas de ônibus, que operam na zona sul da capital paulista, não estão operando nesta manhã devido à falta de segurança. As quatro linhas do metrô estão funcionando normalmente.
A forma de atuação nos ataques é praticamente a mesma. Os bandidos chegam em carros, fazendo com que o ônibus pare. Em seguida, mandam todos descer e, quando o veículo está vazio, ateiam fogo.
Tropas de elite
Na noite deste domingo, o delegado Godofredo Bittencourt, chefe do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado, disse que as tropas de elite da polícia paulista estão prontas para ir às ruas. A Rota e a Tropa de Choque já estão a postos para iniciar as ações. Bittencourt garantiu que a situação será resolvida. "O PCC tem preparo, entende de guerrilha, mas vai quebrar a perna", disse ele.
O coronel da Polícia Militar de São Paulo Eliseu Eclair Teixeira Borges garantiu que a crise de violência no Estado estará resolvida até a segunda-feira. Ele disse acreditar que a polícia está virando o jogo. Segundo ele, os policiais não são covardes e estão enfrentando a situação.
- Redação Terra
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