Notícias » Brasil » Brasil

 Rebeliões provocam pelo menos 13 mortes em SP
14 de maio de 2006 18h21 atualizado em 15 de maio de 2006 às 07h36

Bases policiais foram atacadas por criminosos. Foto: Reuters

Bases policiais foram atacadas por criminosos
Foto: Reuters

Pelo menos 13 presos foram mortos em rebeliões que ocorrem em 46 presídios de todo o Estado de São Paulo, na maior onda de violência do País provocada pelo crime organizado. Desde sexta-feira, pelo menos 61 pessoas morreram em ataques a bases policiais. Com as mortes dos presos, o número total de vítimas fatais chega a 74. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, 44 pessoas ficaram feridas.

» Após ataques, 2 mil ônibus deixam de circular em SP
» Veja fotos dos ataques
» Conheça o líder do PCC que ordenou ataques
» Entenda a onda de violência
» Bancos e ônibus são incendiados; tropas de elite saem às ruas
» Rebeliões chegam à Febem e a outros Estados
» Opine sobre os ataques

Em todo o Estado, de acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), há 46 rebeliões. Desde sexta-feira, foram contabilizados 80 motins - 25 já foram controlados. Mais de 230 pessoas são mantidas reféns.

Por volta das 2h desta segunda-feira, os menores da unidade Raposo Tavares da Febem começaram uma rebelião. O movimento foi controlado às 3h, quando a polícia de choque invadiu o prédio. Os menores se refugiaram no telhado da instituição, de onde jogaram dois funcionários que eram mantidos reféns. Segundo funcionários, o movimento está ligado à onda de violência comandada pelo grupo criminoso PCC.

Na cadeia de Jaboticabal, a polícia retomou o controle do prédio. Dois presos foram baleados e quatro ficaram queimados. Os detentos rebelados colocaram fogo no diretor do presídio, Adelson Taroko, que teve cerca de 70% do corpo queimado. O delegado está internado em estado grave no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Oito presos morreram na cadeia de São Sebastião, em São Paulo, durante uma rebelião neste domingo. Outros três presos morreram no presídio de Ribeirão Preto. Cinco pessoas ficaram feridas.

As ações, segundo o comando da segurança pública de São Paulo, são uma reação da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) à transferência de líderes da organização para a penitenciária 2 de Presidente Venceslau (a 620 km da capital), complexo de segurança máxima idealizado para abrigar os membros do PCC. Entre os 765 detentos transferidos para o presídio está Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado o principal chefe do grupo.

Redação Terra