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 Ataques do PCC deixam 52 mortos em São Paulo
14 de maio de 2006 09h00 atualizado em 15 de maio de 2006 às 15h39

Em Potim, rebelados tentavam neste sábado se comunicar por meio de cartazes. Foto: Futura Press

Em Potim, rebelados tentavam neste sábado se comunicar por meio de cartazes
Foto: Futura Press

Até agora, 52 pessoas morreram desde a noite de sexta-feira, quando começou a série de ataques. Entre os mortos, estão 35 policiais civis e militares, membros de guardas municipais e agentes penitenciários, além de três cidadãos e 14 agressores. O número de rebeliões no Estado de São Paulo, na maior ofensiva do crime organizado já registrada no país, chega a 57. O governador do Estado, Cláudio Lembo, disse que a situação está controlada e descartou ajuda da Polícia Federal.

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O balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública por volta das 11h30 contabilizou 100 ataques contra a segurança pública. Somente na madrugada deste domingo, foram registrados 14 novos atentados em São Paulo.

A base da Guarda Civil Metropolitana em Campo Limpo, Zona Sul da capital, foi atacada duas vezes em 12 horas. Por volta das 20h, homens dispararam 25 tiros. Um guarda municipal ficou ferido na mão. Por volta das 6h, foram disparados cerca de 50 contra a unidade, mas ninguém ficou ferido.

O Fórum Criminal de Santana também foi alvo dos bandidos. Um dos criminosos morreu e outro ficou ferido. Uma arma e uma granada foram apreendidas no local.

Na rodovia Régis Bittencourt, uma base da Polícia Rodoviária Federal foi atacada por dois homens por volta das 2h. Houve troca de tiros e três bandidos morreram.

Na cidade de Francisco Morato, uma bomba foi lançada contra a delegacia por volta das 6h30. Em São Bernardo do Campo, uma base foi atacada por homens que estavam em vários carros e que dispararam cerca de 25 tiros, por volta de 6h30. Ninguém ficou ferido e não há registros de pessoas detidas.

Em Ribeirão Preto, um policial florestal foi morto quando saída da casa da namorada. Também na cidade, um empresário foi atingido por três tiros. A polícia acredita que os bandidos tenham confundido ele com um policial.

Em Franca, um policial foi baleado quando saída de um bar com o filho. Ele está internado em estado grave. Na região de Campinas, oito atentados foram registrados.

Na Baixada Santista, quatro policiais e um Guarda Civil foram mortos. Em Praia Grande, 19 pessoas foram presas em uma chácara, onde foi encontrada grande quantidade de munição.

A situação caótica fez com que o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, colocasse a Polícia Federal à disposição para colaborar com o governo paulista.

A ação foi motivada pela transferência de líderes do PCC para a cadeia de segurança máxima de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. A polícia já prendeu 17 suspeitos.

Redação Terra