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Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, foram mortos policiais militares, policiais civis, guardas municipais, agentes penitenciários e dois civis - um deles a namorada de um policial que estava de folga.
A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) é a principal suspeita dos ataques. Em todo o Estado de São Paulo, também há rebeliões em 18 presídios. Mais de 100 reféns estão sob o controle dos rebeldes. A situação fez com que o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, colocasse a Polícia Federal à disposição para colaborar com o governo paulista.
A ação teria sido motivada pela transferência de líderes do PCC para a cadeia de segurança máxima de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. A polícia já prendeu 17 suspeitos pelos ataques.
Ataques
Em todo o Estado, já foram realizados 64 ataques. Só na capital, foram 32. Também foram feitas ações criminosas em Guarulhos (3), Santo André, Jandira, Jundiaí, Guarujá (2), Cubatão, Araras, Campo Limpo Paulista, Itapira, Mogi Mirim, Ourinhos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santa Bárbara D'Oeste e Várzea Paulista.
Os ataques começaram por volta das 21h desta sexta. Um policial civil foi morto no Itaim Bibi (zona sul). Também na zona sul da capital, um carcereiro foi morto a tiros quando saía da casa da namorada, na região do 85º DP no Jardim Mirna. Na Capela do Socorro, um escrivão e um policial foram assassinados em duas ações diferentes. Na região de Guaianases, na zona leste da cidade, um ataque matou outro policial civil.
Em Jandira, na Grande São Paulo, dois guardas foram mortos após serem atacados durante a patrulha, por volta das 22h30 de sexta. Também foram registrados ataques a carros da Guarda Civil Metropolitana em Barueri, Cotia e Itapevi.
Já o PM morto foi atacado enquanto realizava uma patrulha em Osasco, na região metropolitana da capital. No fim da noite de sexta, dois bombeiros foram baleados nos arredores da estação da Luz, no centro da cidade. Um morreu, e o outro foi encaminhado ao Hospital das Clínicas.
No litoral paulista, pelo menos dois ataques foram registrados. Em Cubatão, uma carcereira e um agente penitenciário ficaram feridos após o ataque a uma delegacia. Três bandidos foram presos. No Guarujá, uma bomba foi detonada perto de outra delegacia, mas ninguém ficou ferido.
Em Mogi Mirim, homens armados abriram fogo contra uma base comunitária da Polícia Militar, mas nenhum oficial saiu ferido.
No final do ano passado, três bases da polícia também foram atacadas em São Paulo, em uma ação orientada pela facção criminosa PCC. A ação se repetiu em janeiro, quando a base da PM no Portal do Morumbi foi alvo de criminosos.
Redação Terra