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Lula evitou citar o nome do ex-governador de São Paulo e candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, mas atacou um dos lemas de campanha do candidato tucano. Segundo o presidente disse que o que o Brasil precisa não é um "choque de gestão" - expressão utilizada por Alckmin - e sim um "choque de inclusão".
Lula ainda afirmou que o problema da violência no Brasil é que, durante 50 anos, se falava em gasto na hora de investir em educação e não se aplicava corretamente o dinheiro destinado à área. "Dinheiro em educação é o maior investimento que uma nação pode fazer para se desenvolver (...) com educação, vai ter desenvolvimento, vai ter emprego", disse.
O presidente definiu que "a melhor arma para se ter menos bandidos é se ter no País mais doutores, gente mais bem formada que possa ter um bom emprego, um bom salário, para que possa viver dignamente com suas famílias". Segundo ele, está ficando "visível para o povo brasileiro que estamos colhendo aquilo que vem sendo plantado no país há várias gerações".
Lula também conversou por telefone com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e pediu a atuação da Polícia Federal no caso. O presidente disse a jornalistas que assim que chegar em São Paulo vai se reunir com o ministro da Justiça para tratar do assunto.
Lula disse que pediu a Bastos "para fazer o que for necessário não apenas para acabar com as rebeliões em São Paulo, mas, sobretudo, para evitar que novos crimes e mortos apareçam".
Os 55 ataques contabilizados pelo governo do Estado de São Paulo vitimaram 30 pessoas. "Essa barbaridade ninguém compreende e não vai compreender nunca. A gente tem que ter clareza de que os estados sozinhos não dão conta da segurança pública, mesmo com ajuda do governo federal", disse.
- Redação Terra
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