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Hackers atacam site do MP-RJ em protesto a restrição de uso de máscaras

4 set 2013
16h50
atualizado às 17h03
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Em protesto contra a decisão da comissão especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas - formada pelo Ministério Público, polícias Militar e Civil, e Tribunal de Justiça -, que entrou com uma medida na Justiça Criminal que proíbe o uso de máscaras em protestos no Rio de Janeiro e também determina que manifestantes se identifiquem imediatamente aos policiais em meio à manifestações, o grupo hacker Anonymous atacou a página da promotoria fluminense na manhã desta quarta-feira. 

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), o grupo de ativistas assumiu a autoria das ações, “mas, até o momento, não há como precisar quais são os responsáveis por esses ataques”.

Em sua página no Facebook, o Anonymous assumiu a ação e ironizou o MP do Estado. “Ae cambada (sic) do MP-RJ, só um aviso, acho bom revogar a proibição das máscaras ou comprarem um novo servidor, porque esse aqui não vai levar enquanto esse ato claro de ditadura não for revogado”, diz uma publicação do grupo. 

Em outro texto, publicado por volta das 10h40, o Anonymous afirma que o ataque durou mais do que uma hora e 30 minutos. “Podem ter certeza que tenho armamento suficiente para deixar o resto do ano off (fora do ar, o site). Já disse, enquanto não revogarem a proibição das máscaras essa merda não vai voltar a funcionar”, afirma um hacker do grupo. 

“Dia 7 de Setembro vou às ruas, com todos os brasileiros, e vou com a minha máscara, e espero que todos usem, pois prender quatro ou 10 é fácil, quero ver prenderem milhares”, desafia o texto. 

Segundo o MP fluminense o site da instituição “foi retirado temporariamente do ar, como medida de proteção”. “O MPRJ esclarece que não houve comprometimento de seu banco de dados.”

Ainda de acordo com a promotoria fluminense, a Secretaria de Tecnologia da Informação e de Comunicação (STIC) “está tomando todas as providências cabíveis para proteção e restabelecimento desses serviços”. Às 17h, o site não apresentava problemas.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

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Fonte: Terra
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