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Guerra Urbana
Quarta, 27 de dezembro de 2006, 07h04  Atualizada às 08h25
Marcola espera autorização para se casar em presídio
 
Cícero Afonso
Direto de Presidente Prudente
 
Oeste Notícias/Especial para o Terra

Marcola espera autorização da SAP para poder casar
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Um dos presídios mais seguros do País poderá ter a rotina modificada dentro de 15 dias. Um casamento, com direito a tabelião, leitura do contrato de matrimônio e até o tradicional "sim" está prestes a ocorrer no Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes, onde vigora o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Os noivos são Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, viúvo, 38 anos, e Cynthia Giglioli da Silva, solteira, 30.

O detento é apontado como o principal líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo que promoveu três ondas de ataques este ano em São Paulo. Já ela chegou a ser detida em 2005 acusada de colaborar com o grupo - investigações apontam que Cynthia recebia mesada de R$ 15 mil da facção.

A documentação do casamento já está no cartório de registro civil de Presidente Bernardes. A partir de hoje, o chamado edital de proclamas - uma espécie de comunicado público - estará afixado no mural do cartório. A data da cerimônia ainda não foi definida.

A realização do casamento depende apenas da autorização da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Por meio de sua assessoria de imprensa, a SAP informou que o preso solicitou à direção da unidade autorização para a realização do casamento.

A assessoria confirma que ainda não há data marcada, mas lembra "que não existe impedimento legal". O regime da comunhão não foi definido pelos noivos. A reportagem apurou ainda que não é a primeira vez que um detento se casa em Presidente Bernardes.

Primeiro casamento
Preso por roubo a bancos, Marcola se casará pela segunda vez. Sua primeira mulher, Ana Maria Olivatto Camacho, foi assassinada com dois tiros na cabeça em 2003 durante o auge da disputa pelo comando da facção.

Marcola passou a liderar o PCC no final de 2002, destituindo José Márcio Felício, o Geleião, e César Augusto Roriz, o Cesinha. Ele deverá permanecer no Bernardes até maio.

No RDD, o preso fica isolado por 22h em celas individuais sem direito a rádio, TV e jornais. Não é permitida visita íntima e o banho de sol é limitado a duas horas diárias.
 

Redação Terra
 
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