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De acordo com a polícia, o PCC (Primeiro Comando da Capital) utilizou até um morador de rua para montar a sua rede de laranjas. Eles tiveram os nomes usados na aquisição e administração de alguns dos 44 postos de combustível e revendedoras de carros identificados até agora pela polícia como ligados à facção criminosa.
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, essas empresas são usadas na lavagem de parte do dinheiro conseguido pelo grupo em roubos, seqüestros e tráfico. Durante a investigação, os policiais descobriram a identidade de I.S.F., 40 anos, morador de rua em Jacareí (75 km de SP), alcoólatra e soropositivo.
No nome de I., a quadrilha teria lavado dinheiro para o PCC em quatro postos - dois em Santos (SP), um em Santo André (SP) e um em Monte Mor (120 km da capital paulista) - e uma fábrica de lubrificantes em Guarulhos (Grande São Paulo).
Ontem, a reportagem do jornal localizou I. e sua família em Jacareí. "Já tem cinco meses que nem conseguimos comprar os remédios dele para tentar tratar a Aids. Como um homem na situação dele pode ter esse monte de postos?", questionou a dona-de-casa E.P.S., mãe de I.
Com os 44 postos já localizados (o número pode chegar a cem, segundo a polícia), o PCC fatura, em média, R$ 500 mil por mês. O dinheiro para a compra dos postos é arrecadado junto a vários criminosos por Wilson Roberto Cuba, o Rabugento, atualmente preso na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km de SP).
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