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Guerra Urbana
Quarta, 13 de dezembro de 2006, 07h23  Atualizada às 07h24
PCC movimentou R$ 36,6 mi em quase um ano, diz Coaf
 
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Levantamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revela que, entre novembro de 2005 e setembro de 2006, o Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentou ao menos R$ 36,6 milhões em contas bancárias de pessoas ligadas à facção criminosa. Foram rastreados saques, depósitos e transferências em contas de 260 correntistas ligados ao PCC e de outros 559 suspeitos sob investigação policial.

Os valores são muitas vezes cumulativos, ou seja, contabilizam todas as operações rastreadas, como transferência de recursos entre diferentes contas. Nesses casos, o montante é contabilizado duas ou mais vezes.

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o dinheiro movimentado indica que a facção agora não só se dedica ao tráfico de drogas, assaltos a banco, extorsões e contribuições de seus integrantes para arrecadar recursos.

Segundo as investigações da polícia, o PCC agora está "diversificando" negócios e operando no sistema financeiro para investir e multiplicar seus ganhos, além de "lavar" dinheiro de origem ilícita com negócios de fachada.

Pessoas ligadas à facção cujas contas são investigadas possuem revendas de automóveis, empresas de transporte alternativo e quase duas centenas de postos que vendem gasolina adulterada e sonegam impostos.

Proteção
Segundo investigações da polícia, a facção elevou seu faturamento mensal para cerca de R$ 1 milhão e, por isso, teve de recorrer a formas de "proteger" o dinheiro de origem ilegal. A polícia paulista também descobriu que parte dos R$ 164,7 milhões furtados do Banco Central em Fortaleza, em agosto de 2005, foram usados para comprar revendas de carros e adquirir microônibus para cooperativas de perueiros de São Paulo.

O cruzamento dos dados da polícia identificou 1.485 pessoas ligadas direta ou indiretamente ao PCC. O Coaf, até agora, encaminhou nove relatórios sobre o levantamento das contas para a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual (MPE), dentre outras autoridades de São Paulo.

A maioria das operações envolve pessoas ligadas à cúpula do comando da facção na capital paulista e em cidades do interior do Estado onde há penitenciárias. Há identificação também de transferências de outros Estados (Bahia, Maranhão, Rio, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, Pará e Minas) para as contas do PCC, porém com valores menos expressivos.
 

Redação Terra
 
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