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Guerra Urbana
Segunda, 11 de dezembro de 2006, 15h18  Atualizada às 16h07
PCC faturava R$ 500 mil por mês em gasolina adulterada
 
Vagner Magalhães/Terra

Para o delegado Zaccaro Neto, a polícia desvendou o "colarinho branco" do PCC
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A Polícia Civil de Santo André concluiu o inquérito policial que investiga as finanças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região do grande ABC, que engloba Santo André, São Bernardo e Diadema. A polícia descobriu que a principal fonte financiadora do PCC eram postos de gasolina que vendiam combustível adulterado, e cooperativas de transporte, principalmente perueiros. Somente no esquema dos postos, a polícia estima que o grupo faturava R$ 500 mil por mês.

Segundo a polícia, o PCC injetava dinheiro nos postos, financiava a compra dos mesmos, normalmente em nomes de laranjas. Após, obtinha lucro com a venda de gasolina adulterada. Foram bloqueadas as contas de 44 postos de combustíveis de São Paulo, Grande São Paulo e litoral, por conta da investigação. Além dos postos estão sendo investigadas duas empresas de solventes, que forneceriam produtos para adulterar a gasolina.

No inquérito, foram ouvidas 85 pessoas e 60 delas foram indiciadas. As investigações começaram logo após os primeiros ataques do PCC em São Paulo, em maio. Na operação, foram apreendidos 34 veículos, R$ 61 mil e seis armas. Foram realizados ainda 12 mandados de busca e apreensão.

"O que mais nos impressionou foi o envolvimento de pessoas que supostamente tinham moral idônea", declarou o delegado Ítalo Vaccaro Neto, do Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo). "Atingimos uma veia importante de ingressos financeiros nesta fação de colarinho branco do PCC", disse Neto.

Segundo a polícia, a fonte de dinheiro do PCC, para financiar os negócios, era proveniente de grandes roubos, como assaltos a banco e furto de cargas. Esquema dos postos de gasolina era comandado pelo integrante da facção Wilson Roberto Cuba, o Rabugento, preso em Presidente Venceslau II. Já as negociações com os perueiros seria feito por outro preso ligado ao PCC, identificado apenas como Granada.

A polícia acredita que o esquema tenha começado há pelo menos oito anos. De acordo com Neto, a investigação foi iniciada para localizar pessoas que a polícia classifica como "colarinho branco" do PCC, que trabalhavam com a inteligência do esquema.

Esta semana o inquérito será encaminhado para o Ministério Público de Santo André.
 

Redação Terra
 
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