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A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) não deve continuar com a política de construir presídios em cidades distantes de São Paulo. Segundo diretores da SAP ouvidos pelo jornal O Estado de S.Paulo, a transferência de detentos para o interior deu força ao crime organizado, aumentou os custos do Estado e prejudicou a recuperação dos presos. A nova política será fazer presídios próximos à região metropolitana.
A diretora-executiva da Fundação de Amparo ao Preso (Funap), Maria Lúcia Casali de Oliveira, disse ao jornal que a transferência dos presos foi desastrosa e demagógica. O envio de presos para longe da capital foi do ex-secretário Nagashi Furukawa.
Dos 75 novos presídios de São Paulo, desde 2001, sete foram feitos na Grande São Paulo. Já os construídos nas regiões oeste e noroeste do Estado chegaram a 41. Neste período, cerca de 37 mil detentos foram levados para cidades distantes da capital. Como a maior parte dos transferidos foram condenados em varas criminais da capital e os presos devem retornar para responder ao processo, os custos com transporte, diárias e alimentação aumentaram.
O ex-secretário da Administração Penitenciária Furukawa defendeu as medidas adotadas. Segundo ele, os agentes nestas regiões têm melhor formação e os terrenos para os presídios são obtidos mais facilmente. Furukawa refuta a tese de que os presídios fizeram os índices de criminalidade aumentar no interior.
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