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Parentes de presos em greve de fome no Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes (SP) devem realizar nesta manhã uma manifestação nas imediações da portaria do presídio. O preso Marcos Willian Herbas Camacho, o Marcola, teria redigido uma carta informando os motivos da greve, mas que foi interceptada, antes de ser entregue a sua advogada.
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Ontem, no 4º dia de greve de fome, o líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) recusou mais uma vez o atendimento dos profissionais de saúde. De acordo com o médico Caetano Maurício Falcão, Marcola e os outros 43 presos que aderiram ao protesto permanecem em bom estado de saúde.
"Ao serem questionados mais uma vez, os presos recusaram qualquer tipo de atendimento do setor de saúde. Mesmo assim, eles foram orientados dos riscos pelo qual eles estão correndo tomando a decisão pela greve de fome. Eles afirmaram que querem continuar. Eles estão saudáveis e nenhum solicitou atendimento, mesmo assim nos colocamos à disposição para atendê-los", explicou o médico.
O médico acredita que como os presos estão bebendo água, podem suportar possivelmente até a próxima segunda-feira, quando deverá completar uma semana sem alimentação. A partir daí, a situação poderá se agravar.
Durante todo o dia, rumores davam conta de que advogadas de vários presos chegaram na região e que estariam hospedadas em um hotel de luxo, mas não houve confirmação, nem foram vistas.
Também há informações, ainda não confirmadas, de que os presos foram punidos pela diretoria da unidade e não terão direito a visitas de parentes neste final de semana. A punição vigoraria inicialmente por 30 dias.
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