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O médico Caetano Maurício Falcão esteve nesta quarta-feira em visita aos 44 presos do Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes (SP), que estão em greve de fome desde o início da semana. Entre os grevistas está o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) Marcos Camacho, o Marcola.
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O médico atendeu à determinação do juiz-corregedor do Departamento de Execuções Criminais de São Paulo (Decrim), Carlos Fonseca Monnerat, que exigiu a imediata apuração sobre a denúncia das condições das celas do presídio.
Após algumas horas de visita, o médico afirmou que o estado de saúde dos grevistas é bom. "Eles estão bem, e por enquanto, não requer nenhuma atenção médica, pois não há sinal de saúde debilitada em nenhum deles. Enquanto eles tiverem massa muscular, não haverá problema", disse o médico ao deixar o presídio.
Uma pessoa ligada aos detentos, e que pediu para não ser identificada, afirmou que os presos estão firmes no propósito de manter a greve de fome, até ás últimas conseqüências. "Ninguém vai voltar atrás. Nenhum deles vai comer e se algo acontecer, o Estado será responsabilizado", disse.
As refeições continuam sendo servidas normalmente, mas apenas os 13 sentenciados que não aderiram à greve e mais um que foi internado nesta terça-feira, aceitaram as marmitas no almoço desta quarta-feira.
Quatro presos que estavam no CRP tiveram os prazos de internação vencidos e foram transferidos para a Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P-II de Presidente Venceslau.
A ordem do juiz ocorreu depois que ele recebeu a denúncia da Ong Nova Ordem, organização que fiscaliza as condições sociais e o respeito aos direitos humanos em presídios brasileiros representada pela advogada Iracema Vasciaveo. O documento denuncia ainda situações de insalubridade quanto ao cheiro de tinta fresca e ausência de ventilação nas novas celas que foram recentemente ocupadas pelos internos.
Fiscalização
No despacho, o juiz solicitou que em menos de 72 horas, a Secretaria de Saúde da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) verificasse as alegações apontadas na denúncia. O juiz mandou também que a alimentação continuasse a ser ofertada a todos os encarcerados e que o setor de enfermaria documente toda a ação.
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