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A advogada de Araraquara, Ariane dos Anjos, não acredita que o Ministério Público aceite a denúncia sobre seu suposto envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e por participação indireta na morte do juiz-corregedor de Presidente Prudente, Antônio Machado José Dias, em março de 2003.
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O relatório final da CPI do Tráfico de Armas, em Brasília, vai sugerir seu indiciamento com base na quebra do sigilo telefônico e bancário da advogada. Ariane disse estar surpresa com o pedido, pois, na sua opinião, conseguiu esclarecer vários pontos durante seu encontro com os deputados da CPI.
Ariane não acredita que o Ministério Público aceite seu indiciamento e, por enquanto, não pretende travar o pedido na Justiça. "Vou esperar o caso chegar no MP", diz a advogada. A profissional acha que os deputados que já tinham essa opinião antes mesmo da audiência.
Para a advogada, o pedido de indiciamento não tem procedência e nem provas que sustentem a sugestão no MP. Em setembro, durante audiência na CPI, a advogada entregou uma documentação com 1.059 páginas com os nomes dos clientes e detalhes das visitas feitas nos últimos anos.
Além disso, segundo ela, encaminhou outra listagem referente a contabilidade de seu trabalho com pagamento de alguns presos, entre eles, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado o líder do PCC.
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