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Guerra Urbana
Terça, 12 de setembro de 2006, 06h51 
Relatório aponta "coligação" entre PCC e CV
 
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As facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo, e o Comando Vermelho (CV), no Rio de Janeiro, comandado pelo traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, estariam atuando "coligados" nos dois Estados. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Rio de Janeiro, o PCC permite que o CV use São Paulo como entreposto de cargas e, em troca, pode atuar em cidades do Sul fluminense.

A informação foi levantada pela Secretaria da Segurança Pública do Rio e repassada à CPI do Tráfico de Armas na semana passada por meio de um relatório. De acordo com o documento, porém, não há "vínculos subordinativos" entre as duas facções nem compromisso de abastecimento de drogas e armas.

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, as duas facções usam a mesma rota para transportar armas e drogas do Paraguai, passando por Mato Grosso do Sul ou pelo Paraná. A rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo e Rio, é a mais utilizada pelos criminosos. "São Paulo é de importância fundamental para os traficantes do Rio de Janeiro, por causa da localização", diz o texto.

Sul Fluminense
A importância de dominar o Sul fluminense, para o PCC, diz respeito à proximidade da divisa com São Paulo. Nos últimos dois anos, dois gerentes do tráfico nos municípios de Volta Redonda (RJ) e Barra Mansa (RJ) foram presos em Taubaté. Em Volta Redonda, a polícia encontrou, em abril deste ano, uma cópia do estatuto do PCC com o ex-detento Adeir Marcelo Júnior, o Carioca ou Deizinho, que cumpriu pena em São Paulo, onde teria sido "batizado".

O documento diz que "a importância da região sul fluminense na aproximação CV-PCC se fez mais nítida em 19 de março passado, quando Reinaldo Teixeira dos Santos (Funchal) foi preso em Angra dos Reis". Funchal, do PCC, é suspeito do assassinato do juiz-corregedor de Presidente Prudente Antônio Machado José Dias, em março de 2003. A polícia apontou o líder máximo do PCC, Marcos Camacho, Marcola, como mandante e a CPI investiga a participação da advogada Ariane dos Anjos no crime. Ela nega qualquer envolvimento.
 

Redação Terra
 
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