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A CPI do Tráfico de Armas está convencida de que as advogadas Ariane dos Anjos e Suzana Volpini Micheli não apenas prestam serviço ao Primeiro Comando da Capital (PCC) como "pombos-correio", mas são de fato integrantes da facção criminosa. O relator da comissão parlamentar, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), cita investigações da Polícia Civil de São Paulo para ressaltar que há fortes indícios de que Ariane integra o primeiro escalão da organização.
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"'Um relatório da Polícia Civil de São Paulo apontava Ariane, já em 2003, como participante do primeiro escalão do PCC", declarou Pimenta ao jornal O Estado de S.Paulo. Ele cita também uma escuta telefônica na qual um preso do PCC Carlos Adriano de Souza, o Gordão, se refere a Suzana como "prima" e não advogada. O termo é usado para descrever pessoas de confiança da facção.
Denúncia do Ministério Público (MP), também baseada em conversas telefônicas interceptadas, reforça a suspeita, ao afirmar que Suzane está "bem enfronhada na facção criminosa". A CPI ainda está cruzando os dados bancários das suspeitas, mas já localizou uma transferência entre as contas de Ariane para Suzana. Questionada na CPI, Ariane disse que repassou o dinheiro para Suzana comprar "um tênis ou um perfume" em viagem ao exterior.
Ariane é suspeita de envolvimento no assassinato do juiz-corregedor Antônio José Machado Dias, em 2003, quando já advogada para o líder maior do PCC, Marcos Camacho, o Marcola. Suzana é acusada de providenciar trasnferências ilegais de presos do PCC, para viabilizar sua fuga. Ariane nega ligação com o grupo criminoso e entregou à CPI um relatório - o qual, acredita, comprova sua alegada inocência.
A CPI investiga 34 advogados suspeitos de envolvimento com a facção.
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