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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), propôs nesta segunda-feira uma frente nacional de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), após destacar que somente com a integração de todos os Estados será possível "debelar" essa facção criminosa.
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"Acho que o PCC está maior do que o pessoal pensa. Ações pontuais, por melhores que sejam, não vão debelar essa organização. O que queremos é fazer uma frente ampla de combate ao PCC, de modo que todos os Estados possam estar integrados e as ações possam ser simultâneas. Ou seja, quando a investigação estiver cumprindo mandado de busca e fazendo rastreamento financeiro em São Paulo, por exemplo, que esses rastreamentos estejam sendo feitos também em outros Estados brasileiros", disse.
Torgan presidiu audiência pública da CPI com a participação de autoridades federais e estaduais das forças policiais, do Poder Judiciário e do Ministério Público, que investigam as ações da facção. Depois, em entrevista, informou que terça-feira haverá nova reunião para discutir ações específicas de combate aos atos criminosos. "Hoje foi apenas uma reunião preliminar. Temos de saber quem são os membros, o que eles pretendem fazer e quais ações vamos adotar para coibir essa organização", disse.
O superintendente regional da Polícia Federal de São Paulo, Geraldo José de Araújo, que participou da audiência pública desta segunda-feira, informou que cerca de 90% dos líderes do PCC já devem estar presos.
Prevista para começar às 9 horas, a reunião de amanhã será fechada. Segundo Moroni Torgan, os trabalhos da CPI do Tráfico de Armas deverão ser concluídos após as eleições de outubro. A apresentação do relatório final estava prevista para os próximos dias, mas ainda é preciso "dar prosseguimento às investigações", ressaltou o deputado.
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