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Guerra Urbana
Quarta, 30 de agosto de 2006, 14h26  Atualizada às 16h02
Deic está na mira de novo ataque do PCC
 
Vagner Magalhães/Redação Terra

Em julho: cavaletes protegem sede do Deic depois de ataques
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Na véspera do dia em que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) "comemora" os 13 anos da sua fundação, a sede do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), na zona norte de São Paulo, está em estado de alerta. Isso porque o local foi detectado como um dos alvos preferenciais para um possível novo ataque da organização nesta semana.

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A informação foi interceptada pelo serviço de inteligência das forças policiais do Estado. O serviço secreto indica que poderia haver mais atentados contra prédios públicos, privados, e agentes de segurança nesta semana.

O Deic é o responsável pelas investigações contra o PCC e foi atingido durante os ataques da facção realizados neste ano. O departamento concentra um efetivo de quase 2 mil homens na sua sede.

Nas duas últimas ondas, a rua em frente ao local chegou a ser fechada. Nesta quarta-feira, a avenida Zaki Narchi amanheceu com cavalates impedindo o tráfego nas imediações do prédio.

Os policiais admitem que a situação é delicada, porque o inimigo é "invisível". Porém, se dizem prontos para um possível enfrentamento. "Estamos preparados para revidar qualquer ataque à altura", disse um deles, nas proximidades do prédio.

Na semana passada, a polícia encontrou uma granada em frente à sede do Deic. Porém, o esquadrão antibomba do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) verificou que a granada era de brinquedo.

Na madrugada do dia 7 de agosto, o Deic foi alvo de incendiários, quando dois carros da Polícia Civil, estacionados no local, foram queimados. Devido à ação, a avenida Zaki Narchi foi interditada e o policiamento reforçado.
 

Redação Terra
 
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