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Pelo menos três agências bancárias, uma base da Polícia Militar, um carro e um vigia foram atacados nesta terça-feira à noite no Estado de São Paulo, a dois dias de o Primeiro Comando da Capital (PCC), fundado em 31 de agosto de 1993, completar 13 anos de existência. A polícia abriu alerta máximo, enquanto tenta confirmar se os atentados foram realizados pela facção criminosa. À exceção do vigia, ninguém se feriu e nenhum suspeito foi preso até agora. Durante a madrugada, não houve novos ataques.
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» SAP transfere 76 presos de alta periculosidade
» Polícia teme novos ataques do PCC em São Paulo
Os atentados desta terça-feira seguiram o padrão adotado nas três ondas de ataques anteriores da facção criminosa. A polícia acredita que a transferência de 76 presos em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), realizada na tarde desta terça-feira do Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes para Avaré, no interior de São Paulo, antecipou os planos da facção de atacar na data do seu "aniversário".
Escutas flagradas pela polícia indicavam que poderia haver mais atentados contra prédios públicos, privados e agentes de segurança nesta semana. Panfletos distribuídos pelo PCC em diferentes pontos de São Paulo prometiam ações "em proporções ainda não vistas" contra supostos maus tratos no sistema prisional.
Ataques
De acordo com a rádio CBN, o primeiro ataque ocorreu em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana. Bandidos atiraram contra um carro estacionado em frente a uma base da PM.
Na capital, um homem encapuzado ateou fogo em quatro caixas eletrônicos de uma agência localizada no Brooklin, zona sul da cidade - câmeras do circuito interno filmaram o criminoso agindo. Logo depois, outra agência foi incendiada no Sumaré, zona oeste - bombeiros controlaram as chamas.
Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, homens dispararam contra o Centro de Detenção Provisória (CDP) em Ribeirão Preto, no interior. Também foi atacada uma agência bancária da cidade, alvo de três disparos. Em Santos, criminosos em uma moto balearam o vigia de uma escola.
Reunião com Exército
Representantes da Segurança Pública do governo de São Paulo devem se reunir com o Exército hoje para definir estratégias para reprimir e combater novos ataques.
Transferência
A transferência dos presos - considerados de "alta periculosidade" - realizada ontem se deu em caráter temporário, até a conclusão de reformas das celas do CRP de Presidente Bernardes, parcialmente destruídas em uma rebelião. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a medida também tem como objetivo reforçar o isolamento dos presos em RDD (iniciativa que restringe banho de sol e visitas e veta acesso dos presos a jornais, rádio e TV).
O PCC alega que o RDD e más condições carcerárias são o motivo dos ataques.
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