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Guerra Urbana
Terça, 29 de agosto de 2006, 06h49  Atualizada às 07h43
Polícia teme novos ataques do PCC em São Paulo
 
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Panfletos atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC), distribuídos ontem em diversas regiões de São Paulo, prometem mais ataques da facção criminosa "em proporções ainda não vistas" caso a Justiça não tome providências contra supostos maus tratos a presos no sistema prisional. A polícia teme que a propaganda da facção seja o prenúncio de novos ataques para 31 de agosto (data da fundação da facção) ou 7 de setembro. No texto, o PCC mostra que está disposto a ir às últimas conseqüências em busca de "justiça". "Daremos nossas vidas se necessário", diz o panfleto.

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A propaganda feita pela facção criminosa foi detectada pela Inteligência da polícia. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o texto começa dizendo que 'o governo do Estado tem usado os veículos de comunicação para induzir a Justiça e a população a um pensamento equivocado do verdadeiro motivo que nos levou às ações armadas'.

O documento diz ainda que parentes e advogados dos presos estão sendo tratados como detentos nas penitenciárias de Presidente Venceslau e de Presidente Bernardes. Eles também reclamam da atuação dos homens do grupo de Intervenção Rápida (GIR), espécie de tropa de choque da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

A Coordenadoria dos Presídios da Região Oeste do Estado de São Paulo informou que não responderá às acusações do panfleto por se tratar de "comunicados apócrifos que caracterizam denunciação caluniosa".

O panfleto, segundo a polícia, estaria relacionado à apreensão de um bilhete na cela do seqüestrador Paulo César Souza Nascimento Junior, o Paulinho Neblina, preso na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.

No bilhete, Paulinho Neblina trata de um plano que seria maior do que o seqüestro de funcionários da TV Globo, no dia 12: "É mais um bonde para ser puxado, mas é maior do que o que foi feito na Globo." Condenado a 89 anos de prisão, o preso é um dos mais perigosos integrantes do PCC. O Departamento de Inteligência da secretaria tenta identificar o destinatário da carta, descrito no texto só como 'Negão'.
 

Redação Terra
 
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