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O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, entregou a autoridades federais e estaduais, nesta quinta-feira, uma lista com 412 contas bancárias, ao menos 980 números telefônicos e 110 nomes ligados à facção criminosa PCC. A entrega dos dados foi feita durante uma reunião do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), instalado na sexta-feira.
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O GGI, principal órgão do Sistema Único de Segurança Pública, foi formado para combater o crime organizado após as ondas de violência que atingiram o Estado.
Os dados foram entregues para dois órgãos do Ministério da Justiça, Conselho de Controle de Atividades Financeiros (COAF) e Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). O secretário, que saiu mais cedo da reunião, disse a jornalistas que o encontro estava servindo para apresentar tarefas e informações como as que ele mostrou. Ele não quis dar detalhes de qual seria o montante em dinheiro que essas contas movimentariam.
"Nós só trouxemos, num primeiro momento, a relação de pessoas físicas. As empresas, que nós temos também, falamos que vamos trazer tudo rastreado na próxima reunião", afirmou o secretário a jornalistas.
Contas bancárias
O secretário afirmou que o relatório com os 110 nomes traz fotografia, nome do pai e da mãe e CPF. Ele completou que são referentes a pessoas ligadas ao PCC que têm contato direto com lavagem de dinheiro. Sobre as 412 contas bancárias, o secretário disse que pode haver "terceiros de boa-fé" que acabaram envolvidos sem saber.
A reunião seguiu com a presença do secretário de Administração Penitenciária do Estado, Antonio Ferreira Pinto, com o comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, Elizeu Eclair Borges, e outros representes das Polícias Federal, Civil, do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic) e promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado(Gaeco).
A reunião foi marcada para discutir formas de ataque contra o braço financeiro da organização Primeiro Comando da Capital e também para unificar os serviços de inteligência. Durante a reunião, técnicos do Coaf e do DRCI contaram como funciona a forma de atuação dos órgãos e o laboratório de análise de lavagem de dinheiro.
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