| Ernesto Rodrigues/Agência Estado |
 Guilherme Portanova, seqüestrado pelo PCC, foi libertado nesta madrugada |
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O repórter Guilherme Portanova, da TV Globo, disse hoje, em depoimento na sede do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), em São Paulo, que todos os cativeiros para onde ele foi levado eram a céu aberto. O jornalista foi libertado nas proximidades da sede da emissora, no bairro do Morumbi, depois que a emissora divulgou um vídeo em rede nacional para a libertação do repórter.
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Segundo a rádio CBN, Portanova teria demorado 20 minutos para chegar ao primeiro cativeiro. Quarenta e cinco minutos para o segundo. Andou 10 minutos a pé para o terceiro e voltou em 45 minutos para o local onde foi libertado no bairro do Morumbi.
O delegado da Divisão Anti-Seqüestro, Wagner Giudice, afirmou hoje que o primeiro cativeiro onde foi mantido o repórter Portanova e o auxiliar técnico Alexandre Calado já foi identificado. Segundo ele, dois cativerios teriam sido usados pelos bandidos e ambos ficam na zona sul de São Paulo, de acordo com a SPTV.
Olhos vendados
Portanova disse que bateu o ombro dentro do carro antes de ser libertado, pois foi mantido no porta-malas. "Eu fiquei o tempo todo com um óculos, que tinha fita isolante, e um capuz por cima ou com o boné e uma jaqueta", relatou.
No domingo, em entrevista ao Fantástico, o auxiliar técnico Alexandre Calado, seqüestrado com Portanova na manhã do último sábado e libertado 15 horas depois, contou com detalhes como foi o seqüestro. Ele foi libertado e encarregado pela facção de entregar o DVD com o vídeo que deveria ser exibido em troca da vida do colega.
Um homem teria entrado nesta tarde com artefatos amarrados na cintura na sede do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), na zona norte de São Paulo, informou a rádio CBN. A assessoria de imprensa do Deic nega a invasão.
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