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Guerra Urbana
Domingo, 13 de agosto de 2006, 02h47  Atualizada às 11h45
Globo exibe vídeo do PCC para libertar repórter
 
Reprodução
Homem encapuzado faz exigências em nome do PCC em vídeo exibido pela TV Globo
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A Rede Globo atendeu às exigências dos seqüestradores do repórter Guilherme Portanova e do auxiliar-técnico Alexandre Coelho Calado e exibiu, por volta da meia-noite deste domingo, um vídeo supostamente produzido pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), no qual o grupo cobra mudanças e melhorias no sistema carcerário do País.

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O auxiliar-técnico foi libertado pelos seqüestradores por volta das 23 horas de ontem e foi deixado em frente à sede da emissora. Ele entregou então à Globo um DVD supostamente feito pelo PCC, que seria os termos de um "acordo". Os bandidos teriam exigido a exibição do vídeo como condição para soltar o repórter, que continua desaparecido. Os criminosos também ameaçaram matar Portanova caso o comunicado não fosse exibido.

A mensagem de vídeo enviada à rede já havia sido enviada anteriormente ao Ministério Público Estadual e ao SBT. Com teor semelhante àquelas divulgadas por grupos terroristas do Oriente Médio, as imagens mostraram um homem encapuzado portando armas e lendo um comunicado com a seguinte mensagem: "PCC luta pela injustiça carcerária. Paz e Justiça".

O diretor de jornalismo da Rede Globo de São Paulo, Luiz Cláudio Latgé, afrimou que a exibição do vídeo, no início da madrugada, foi uma decisão exclusivamente tomada pela emissora, sem a participação do governo de São Paulo, ou da polícia.

Entre as principais críticas apontadas pelo suposto membro do PCC está a criação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Os presos submetidos a esse regime não têm acesso a rádio, TV, jornais ou revistas, ficam em celas individuais e só têm permissão para duas horas de banho de sol por dia. O regime está sendo aplicado principalmente para os líderes da facção criminosa, que estão na prisão de segurança máxima Presidente Bernardes.

O membro do PCC também pede um "sistema carcerário humano". "Não somos contra o governo, mas somos contra a injustiça, abuso de poder, maus tratos, espancamentos e violência há anos às classes pobres nesse País".

Portanova e Calado foram seqüestrados na manhã de sábado, em uma padaria na av. Eng. Luiz Carlos Berrini, na zona sul da capital paulista. Os criminosos abandonaram a blazer da Rede Globo usada pelos funcionários e trocaram por um Vectra, que logo foi abandonado e queimado. A polícia estima que cinco criminosos participaram da ação.


 

Redação Terra