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Agentes penitenciários acusaram diretores de presídios controlados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) de corrupção e de cometer irregularidades para favorecer os líderes da facção. Nos últimos anos, denúncias desse tipo têm sido numerosas e corriqueiras, segundo a assessoria de comunicação social do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp). O sindicato desconhece o teor exato das últimas denúncias.
» CORREÇÃO: Agentes acusam diretores de presídios de corrupção
Agentes, no entanto, afirmam que diretores de unidades prisionais da Grande São Paulo e do Vale do Paraíba facilitaram para o PCC a escolha dos presídios para quais seus integrantes foram enviados, além de reduzir o tempo de castigo de alguns detentos sem avisar os agentes penitenciários.
Outra denúncia diz que os diretores superfaturam preços e se apropriam de recursos destinados à compra de materiais de limpeza e venda de materiais reciclados pelos detentos.
O sindicato lembra que no final do ano passado o coordenador de presídios da região de Campinas e Sorocaba foi preso, acusado de comercializar transferências de presos nas unidades. A Justiça, no entanto, ainda é muito lenta, na visão do Sifupesp. O sindicato lembra que os casos demoram até 4 anos para que as testemunhas começem a ser ouvidas.
As denúncias estão sendo investigadas pelo Ministério Público.
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