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O Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) de São Paulo desmantelou uma operação de arrecadação de dinheiro originado do tráfico de cocaína da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Na investigação, que prendeu desde a madrugada de ontem 21 suspeitos, entre eles a advogada Maria Cristina Rachado, utilizou escutas telefônicas e depoimentos. As informações foram divulgadas hoje pelo delegado Rui Ferraz, em uma entrevista coletiva sobre a operação.
Na quadrilha, foram identificados presos que coordenavam a distribuição do dinheiro para integrantes da facção. Ronaldo de Simoni, conhecido como "Elefante Branco", e Davi Magalhães, conhecido como "Zé da Muleta", organizavam a distribuição de dentro de cadeias.
Segundo Ferraz, foi identificada ainda uma casa onde funcionava a tesouraria da facção, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo. Na residência, morava Marilene Simões, responsável pela contabilidade do grupo. No local, a polícia apreendeu um caderno com os gastos e R$ 35 mil, montante de arrecadação dos últimos três dias. No caderno, constava que o lucro da tesouraria no útlimo mês foi de R$ 224 mil.
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