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A CPI do Tráfico de Armas da Câmara dos Deputados aponta que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) está presente em diferentes níveis de organização em sete Estados, além de São Paulo. A comissão investiga o comércio ilegal de armamentos e munições no País.
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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, os grupos mais estruturados fora de São Paulo atuariam em Mato Grosso e no Paraná. Nesses locais, os criminosos contariam com bases consolidadas em presídios e já estariam nas ruas disputando mercado no tráfico de drogas e armas.
De acordo com o sub-relator da CPI, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), "células" do PCC também estariam em Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Segundo ele, em Pernambuco, onde a comissão esteve em junho, já foram identificadas 41 pessoas ligadas à organização. Cerca de 20 delas estão presas, entre elas o suposto líder regional, Sidney Romualdo.
Os deputados teriam constatado ainda o uso de "táticas de guerrilha" semelhantes às das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por quadrilhas do sertão de Pernambuco e da Bahia. Os métodos de combate, porém, teriam sido repassados pelo Comando Vermelho (CV), uma das principais facções ligadas ao tráfico de drogas, armas e assaltos do Rio de Janeiro.
Procurado pelo jornal, o secretário da Defesa Social de Pernambuco, Rodney Miranda, não comentou as informações da CPI. Sua assessoria declarou que o secretário não foi informado oficialmente pela CPI sobre o assunto. Miranda confirmou apenas a existência de presos ligados ao PCC no Estado.
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