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Guerra Urbana
Quinta, 13 de julho de 2006, 04h09  Atualizada às 10h09
Viações mantêm ônibus nas garagens; rodízio é suspenso
 
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A série de atentados contra ônibus atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no Estado de São Paulo, cujo saldo pode ter chegado a mais de cem veículos incendiados desde a madrugada de quarta-feira, levou muitas empresas de ônibus da capital a anteciparem, a partir das 20h de ontem, o recolhimento de suas frotas. Nesta manhã, apenas quatro empresas de ônibus operam na capital paulista. O serviço de vans e micrônibus está normal e os veículos circulam lotados. Por conta disso, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio de veículos na manhã e tarde - os serviços de metrô e da CPTM funcionam normalmente.

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No início da manhã, os paulistanos enfrentaram dificuldades para se locomover utilizando o transporte coletivo. Sem ônibus, o fluxo de carros aumentou, e às 9h30 a CET registrava 74 km de lentidão. A média para o horário é 41 km.

Às 9h30, de acordo com a São Paulo Transporte (SPTrans), apenas as empresas Gato Preto (região oeste); Himalaia (leste); Oak Tree (oeste) e Trans Pass (oeste), circulavam, mas com a frota reduzida.

As poucas empresas de transporte coletivo em operação na cidade adiaram a saída dos veículos das 4h para as 5h, alegando falta de segurança. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, baseado em informações SPTrans, transportadoras de quatro das oito regiões da capital retiraram ontem à noite, gradualmente, seus veículos das ruas, deixando muita gente já sem condução. Os usuários podem acompanhar a situação do serviço de transporte público da capital por meio do telefone 156, da prefeitura municipal. Outras cidades do Estado, como Guarulhos, Campinas e Bauru, também suspenderam parcialmente os serviços.

Ônibus incendiados
De acordo com a SPTrans, 30 ônibus foram incendiados das 18h de ontem até as 3h30 de hoje na capital paulista. Desde o início dos ataques, 43 veículos foram incendiados e 2 atingidos a tiros.

O sindicato da empresas de ônibus faz na manhã de hoje uma reunião para decidir o que providência tomar frente aos ataques aos veículos. Por volta do meio dia, deverá ser dado um parecer.
 

Redação Terra