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A série de ataques e atentados atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC) fez nesta quarta-feira à noite as duas primeiras vítimas sem ligação aparente com a área de segurança. De acordo com a rádio Jovem Pan, a explosão de uma bomba caseira lançada no interior de um ônibus em São Vicente (SP), na Baixada Santista, feriu duas mulheres e uma criança. Os três não teriam conseguido escapar a tempo do coletivo e tiveram de ser internados para atendimento médico. Os nomes não foram divulgados.
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Segundo o último balanço oficial da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, até agora houve 73 ataques contra 83 alvos (a maioria de ônibus, incluindo também agências bancárias, supermercados, casas de policiais, delegacias e postos de policiamento), com pelo menos seis mortos. A mais recente morte é de um Guarda Civil Municipal, na cidade de Cabreúva - também morreram um policial militar, sua irmã e três vigias particulares em diferentes localidades. A polícia ainda investiga se os óbitos do filho de um investigador e de um agente penitenciário, em São Vicente e em Campinas, respectivamente, têm ligação com a facção criminosa.
Houve ainda outras mortes não contabilizadas no balanço oficial, por supostamente não possuírem ligação com o PCC. São os casos do assassinato de um filho de um carcereiro em Santos (SP) e de outras três mortes que ocorreram na tarde desta quarta-feira. Uma delas aconteceu na cidade de Cabreúva, onde um guarda municipal foi atingido por seis tiros, no bairro do Jacaré. Até agora, cinco suspeitos e um menor de idade foram detidos.
Outra morte ocorreu em Campinas. O agente penitenciário Abner Silveira foi baleado por um homem em uma motocicleta por volta de 16h no bairro São Bernardo. Ele morreu depois de ser levado ao hospital. Um ex-policial também foi morto na capital paulista, quando prestava serviços para uma empresa de vigilância.
Na capital, boa parte das viaturas policiais mantém rondas permanentes em diferentes áreas da cidade. Os ataques teriam sido motivados, segundo o secretário da Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, pela divulgação de uma "falsa" lista de detentos que estariam prestes a ser transferidos para o presídio federal de Catanduvas (PR).
Porém uma associação de familiares de presos, chamada de Nova Ordem, afirma que os atentados seriam uma reação a maus tratos contra presos nas cadeias paulistas. Em alguns alvos civis atacados pelo PCC, foram deixados cartazes com as frases "Contra a opressão carcerária".
A prisão, ontem, do líder do PCC Emivaldo Silva Santos, também teria contribuído para a retomada da onda de violência no Estado - a mais grave desde os primeiros ataques da facção criminosa, em maio.
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