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Guerra Urbana
Quarta, 12 de julho de 2006, 20h22  Atualizada às 21h03
Balanço aponta cinco mortes em 71 ataques em SP
 
Reuters

Uma agência bancária foi atingida por uma bomba jogada pelos criminosos
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O número de ataques a alvos civis e da Polícia no Estado de São Paulo chega a 71, de acordo com o último balanço da Secretaria de Segurança Pública. Os dados são relativos ao período entre as 22h de terça-feira e o final da tarde desta quarta-feira. Cinco mortes foram confirmadas. Já foram presos cinco suspeitos, todos ligados à facção criminosa que realizou os ataques. Um menor foi apreendido. Trinta ônibus e onze bancos sofreram ataques, assim como seis revendedoras de veículos, dois supermercados, uma loja, um sindicato e três residências de PMs.

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Entre os mortos estão um policial militar, três seguranças particulares e um cidadão. À tarde, um balanço havia confirmado a sexta morte oficial, incluindo o assassinato de um filho de um carcereiro em Santos. No entanto, no novo balanço, a morte não foi relacionada com os atentados.

Outras três mortes que ocorreram na tarde desta quarta-feira não foram contabilizadas no balanço oficial. Uma delas aconteceu na cidade de Cabriúva, quando um guarda municipal foi atingido por seis tiros, no bairro do Jacaré.

Outra morte aconteceu em Campinas. O agente penitenciário Abner Silveira foi baleado por um homem em uma motocicleta por volta de 16h no bairro São Bernardo. Ele morreu depois de ser levado ao hospital. Um ex-policial também foi morto na capital paulista, quando prestava serviços para uma empresa de vigilância.

A nova onda de violência teria sido motivada pela prisão de Emivaldo Silva Santos - apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista e na região do ABC paulista. Ele foi preso por volta das 20h30 de terça-feira, na rodovia dos Imigrantes, em São Paulo.

Interior
Segundo números não-oficiais, pelo menos 27 cidades do interior de São Paulo sofreram atentados. Em Campinas, um ônibus foi incendiado. Em Franca, na região de Ribeirão Preto, um ônibus também foi atacado. Em Pontal, tiros atingiram um carro oficial da Justiça e o fórum da cidade.

Garrafas plásticas com gasolina queimaram dois carros e dois ônibus em São Carlos. No Vale do Paraíba, uma bomba caseira foi jogada na Delegacia da Mulher de Pindamonhangaba. Em Bragança Paulista, um ônibus foi incendiado e em Taubaté, mais de 20 tiros atingiram uma agência bancária, de acordo com o SPTV.

Na Baixada Santista, um rapaz de 19 anos foi morto por ser filho de um policial. O crime aconteceu na avenida à beira mar, em São Vicente. Em Guarujá, três vigias particulares foram executados, e duas bases da Polícia Militar foram atacadas.

Em toda a Baixada, seis agências bancárias e caixas eletrônicos foram atacados. O comércio também foi alvo dos criminosos, que jogaram bombas de fabricação caseira em duas lojas de veículos. Ao todo, 14 ônibus foram queimados no litoral.
 

Redação Terra
 
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