| Reuters |
 Ataques atingiram até concessionárias de carros em São Paulo |
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Senadores governistas e de oposição se juntaram ao Palácio do Planalto nesta quarta-feira para defender o envio de tropas federais a São Paulo como medida emergencial para conter nova onda de violência no Estado.
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O Ministério da Justiça voltou a oferecer o apoio da Força Nacional de Segurança e do Exército, mas a oferta foi novamente recusada pelo governador paulista, Cláudio Lembo (PFL). "Tanto o governo federal deveria fazer, como o governo de São Paulo deveria aceitar", opinou o senador Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), correligionário de Lembo, mas seu desafeto político.
Governo e oposição admitem, nos bastidores, que aceitar a ajuda federal, vinda do PT, a um Estado tradicionalmente comandado pelo PSDB seria um passo político arriscado, com efeitos eleitorais negativos. Lembo assumiu justamente no lugar de Geraldo Alckmin, que renunciou para disputar a Presidência pelo PSDB.
"Em princípio, não se deve recusar, mas é bom que não haja demagogia do governo numa questão séria como esta", afirmou o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM), normalmente resistente a propostas dessa natureza. A posição de Lembo não é isolada. O PSDB paulista avalia que o remédio seria nocivo à campanha de Alckmin, que governou o Estado nos últimos seis anos.
Embora desejem as tropas nacionais, oposicionistas não economizam críticas ao Planalto e acusam o governo de "má vontade" em mobilizar sua base para aprovar, na Câmara, um pacote de medidas para neutralizar a crise na segurança.
Uma série de projetos de lei que versam sobre o tema foram aprovados pelo Senado em maio, no auge da primeira onda de rebeliões e ataques, mas só foram enviados à Câmara em 20 de junho, momento em que o Congresso já ensaiava parar por conta da Copa do Mundo e do início da campanha. "Eu acho que o Lembo deveria aceitar, mas acho que o governo está fazendo uma média, porque fez de conta que ia aprovar, mas deixou os projetos parados lá na Câmara até agora", disparou o senador Demóstenes Torres (PFL-GO).
As propostas congeladas no Congresso vão desde a instalação de bloqueadores de celular em presídios ao uso de bens de detentos para cobrir prejuízos decorrentes de rebeliões. Parlamentares não escondem: as medidas não serão aprovadas antes das eleições.
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