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Centenas de familiares de detentos da Penitenciária II de Itirapina, no interior de São Paulo, fizeram um protesto na tarde de hoje em frente à unidade com faixas e cartazes pedindo melhor tratamento aos detentos. Eles reclamavam que os 1,2 mil presos estão confinados em uma área com capacidade para 150 pessoas.
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A situação é Itirapina é semelhante à que ocorre na penitenciária de Araraquara, também no interior Paulista. Pelo menos 1,6 mil homens estão confinados em um espaço de 600 metros quadrados desde que os presos destruíram a penitenciária durante uma rebelião. Os portões do pátio onde estão os detentos chegaram a ser soldados pelos agentes.
Em Itirapina, por conta da greve dos agentes penitenciários, a visita no está proibida por questões de segurança. Uma faixa colocada pelos gentes penitenciários informa que as visitas e o atendimento estão suspensos por motivo de luto, lembrando a morte dos colegas nos últimos dias.
Conforme informações da rádio CBN, os familiares denunciam que os presos estão usando a mesma marmita das refeições para fazer as necessidades. Segundo eles, não há abastecimento de água potável. Acrescentam que há vários doentes de tuberculose e pneumonia.
A assessoria da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP) nega as acusações. Segundo a SAP, todos os presos estão recebendo água e alimentação e estão vestidos. Informou ainda que os doentes estão sendo atendidos.
Os agentes penitenciários da unidade de Itirapina afirmam sofrer ameaças de morte por meio de cartas e telefonemas. Eles não têm acesso aos presos, que estão fora das celas desde a rebelião do dia 14 de junho.
Os detentos só devem voltar às celas após a reforma da penitenciária, danificada após o motim. As obras para reconstrução estão previstas para daqui 15 dias.
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