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O governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), afirmou que a situação no Centro de Detenção Provisória de Araraquara, no interior de São Paulo, deve se normalizar a partir da terça-feira. Desde o dia 16 de junho, quando um motim destruiu a penitenciária, cerca de 1,3 mil detentos foram confinados em uma área de 600 metros quadrados, a portas soldadas.
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De acordo com o governador, a situação no local é "patética" e não há muito o que fazer. Ele confirmou que na próxima terça-feira a concretagem de um túnel aberto pelos detentos será concluída e os presos poderão retornar às celas.
"Eles fizeram um túnel e esse túnel teve que ser concretado para que não houvesse mais fugas, por isso estão confinados. O túnel deve estar finalizado até terça-feira", disse.
Cláudio Lembo, que se reuniu na quinta-feira com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, não chegou a confirmar se o governo de São Paulo aceitará a ajuda da Força Nacional de Segurança. No entanto, ele disse que, em reunião com o secretário de Segurança do Estado, Saulo de Castro, o assunto foi discutido e a necessidade de trazer reforço federal ainda será analisada.
Armas
O governador confirmou ainda que foi aprovada a medida que permite o porte de armas a agentes penitenciários fora do horário de serviço. A portaria será publicada na segunda-feira no Diário Oficial.
A resolução foi tomada a partir de reivindicações de agentes penitenciários acuados com a recenete onda de ataques à categoria. Desde a última semana, seis agentes foram mortos em São Paulo. A última morte aconteceu na manhã desta sexta-feira, quando homens armados dispararam contra o agente Paulo Gilberto de Araújo que estava em frente à sua casa, na zona norte da capital paulista, por volta das 6h30.
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