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Guerra Urbana
Sexta, 7 de julho de 2006, 07h54  Atualizada às 08h55
Sexto agente penitenciário é morto em São Paulo
 
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Mais um agente penitenciário foi assassinado na manhã de hoje em São Paulo. Homens armados dispararam contra o agente Paulo Gilberto de Araújo que estava em frente à sua casa, na rua Doutor Sebastião de Lima, na Casa Verde, zona norte da capital paulista, por volta das 6h30. Os criminosos estavam em um Corolla vinho e passaram atirando. A polícia foi chamada pelos vizinhos.

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O agente chegou a ser levado para o Hospital Vila Nova Cachoeirinha, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Quatro agentes foram mortos fora do horário de trabalho desde quarta-feira passada. Houve ainda a morte de um quinto agente dentro da penitenciária de Franco da Rocha durante uma tentativa de fuga e duas outras tentativas de assassinato. A polícia suspeita que as ordens para matar sejam dadas de dentro dos presídios.

Paralisação
O diretor de imprensa do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo (Sinfuspesp), João Alfredo Oliveira, informou que terá uma reunião nesta manhã para decidir as próximas ações do agentes. O sindicato já havia acertado que a cada morte de um colega haverá uma paralisação de 24 horas.

Ontem, os agentes fizeram uma nova manifestação por conta das mortes. Eles paralisaram parte dos serviços em várias unidades prisionais do Estado. Os sindicalistas fizeram uma carta à população, explicando o trabalho dos agentes e a necessidade de maior segurança. Até ontem a greve nos presídios atingia 21 unidades. Oliveira estima que este número aumente hoje.

Além do protesto pelas mortes recentes de colegas, atribuídas a supostos membros do PCC, os agentes querem o direito de porte de armas fora dos presídios.


 

Redação Terra
 
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