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Guerra Urbana
Quinta, 6 de julho de 2006, 19h46  Atualizada às 20h52
Greve em presídios aumenta tensão em São Paulo
 
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A greve dos agentes penitenciários do Estado de São Paulo passou de 13 para 21 unidades prisionais entre terça-feira e quinta-feira, em protesto pelas mortes recentes de colegas, atribuídas a supostos membros do PCC, e pelo direto de porte de armas fora dos presídios.

Quatro agentes foram mortos fora do horário de trabalho desde quarta-feira passada. Houve ainda a morte de um quinto agente dentro da penitenciária de Franco da Rocha durante uma tentativa de fuga e duas outras tentativas de assassinato.

Em protesto contra os atentados, os agentes decidiram em assembléias do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp) que a cada morte seria decretada uma greve geral de 24 horas. Por medo de retaliação, a greve não tomou as 144 unidades do Estado, mas subiu para 21 nesta quinta-feira.

A polícia e os próprios agentes afirmam que os atentados são de autoria da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), acusada pela onda de violência em maio no Estado, que deixou cerca de 200 mortos entre policiais, agentes penitenciários e supostos criminosos.

Segundo o sindicato, todas as atividades ficam suspensas nas unidades que aderiram à greve, com exceção da alimentação, atendimento de emergência médica, alvará de soltura e júri. "Eles estão com medo de parar, temem que possa agravar mais ainda a situação da violência contra eles", disse um assessor de imprensa do sindicato.

Com as mortes, o sindicato aumentou a pressão, desde o começo da semana, sobre o novo secretário da SAP, Antonio Ferreira Pinto, para que os agentes penitenciários possam portar armas de fogo fora das unidades.

"O Estatuto do Desarmamento (...) tem um espaço para isso, de modo que os agentes penitenciários, ainda mais nessa quadra difícil de São Paulo, têm condição, têm o direito e agora têm a necessidade de usarem armas", disse o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a jornalistas. "Então, preenchidas as condições que o estatuto exige, será concedido porte de armas a eles."
 

Reuters

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