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Guerra Urbana
Quinta, 6 de julho de 2006, 01h04  Atualizada às 08h41
Outro agente é assassinado; categoria cruza os braços
 
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O agente penitenciário Genivalo Lourenço da Silva foi morto na tarde desta quarta-feira, quando chegava ao Presídio de Franco da Rocha, no interior de São Paulo. Devido à morte - trata-se do quinto funcionário morto em oito dias, após ameaças de execuções da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) -, a categoria realiza nova paralisação de 24 horas nos presídios do Estado.

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De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), Silva foi baleado por presos armados que fugiam da unidade, após renderem funcionários da cozinha, e escaparem. O agente chegou a ser socorrido, mas acabou morrendo ao receber atendimento médico. Dois detentos foram recapturados.

Atentando
O agente Ângelo Batista, que trabalhava no Cadeião de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, foi baleado na capital paulista na madrugada de hoje. Ele sobreviveu e foi encaminhado para atendimento médico.

O Sindicato dos Funcionários dos Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp) já havia decidido que, caso houvesse outra morte de servidores, seria realizada nova paralisação. Durante o período, os detentos ficam impedidos de receber visitas, falar com seus advogados e receber encomendas de familiares nas unidades que aderirem à greve. Com isso, a perspectiva de tensão nas unidades prisionais aumenta.

A morte de Silva é a 14ª de funcionário do sistema prisional paulista desde 12 de maio, quando tiveram início os ataques promovidos pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Prisão
Também nesta quarta-feira, a Polícia Civil de Campinas (SP) prendeu Valdeci Francisco dos Santos Costa e Elisandra Costa, acusados de integrarem o PCC. Costa, conhecido como Notebook, é apontado como um dos líderes do grupo - e teria ajudado a organizar a onda de ataques promovida pelo PCC no mês de maio em São Paulo.

Segundo o delegado Marcos Kasseb, Costa participou da onda de ataques planejada pelo PCC, em maio. Ele é suspeito de ser o responsável pela facção em várias cidades arrecadando dinheiro ou fornecendo telefones celulares.
 

Redação Terra
 
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