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Guerra Urbana
Quarta, 5 de julho de 2006, 20h34  Atualizada às 23h56
Advogado facilitaria entrada de armas em presídios
 
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O advogado Eduardo Diamante, preso na semana passada por ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), é dono de uma empresa fantasma que confecciona bolas de futebol usando mão de obra de presidiários. De acordo com os promotores do caso, dentro das bolas seriam transportados celulares e armas para os presos.

O endereço da Diamante e Pascini Ltda, registrado na Junta Comercial do Estado de São Paulo, fica na cidade de Tarabá, interior paulista. No entanto, no local há apenas uma casa de uma ex-cliente de Diamante, de acordo com o SPTV. A dona da residência afirma que ele pediu para usar o endereço de sua casa, pois seria mais barato.

De acordo as investigações dos promotores que combatem o crime organizado, a empresa contratava detentos da região de Presidente Prudente para confeccionar bolas de futebol. Os presos recebiam o material na cadeia e, segundo um agente penitenciário, as bolas voltavam para as mãos dos presos depois de prontas.

Conforme conta o agente, o material retornava com a justificativa de que as bolas tinham imperfeições. Elas retornavam para a unidade para ser desmontadas e refeitas. Durante uma revista, porém, os agentes penitenciários descobriram que dentro das bolas eram trazidas drogas, celulares e até armas.

Para os promotores, a empresa servia de pretexto para facilitar o acesso do advogado aos presídios da região de Presidente Prudente. Eles vão pedir esclarecimentos à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) sobre o acordo com a empresa de bolas de futebol.

Eduardo Diamante foi preso com as advogadas Valéria Dammous e Libana Catarina Costa. Nesta quarta-feira, o Ministério Público pediu a prorrogação da prisão dos três, que vão responder por cinco crimes, entre eles, formação de quadrilha armada, motim de preso e dano ao patrimônio público.

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) entendeu que eles foram os responsáveis por transmitir a ordem que deu início às rebeliões nos presídios de Araraquara, Itirapina 2 e Mirandópolis no mês passado, totalizando um prejuízo ao Estado de R$ 27 milhões.

A Secretaria da Administração Penitenciária informou que determinou o cancelamento dos contratos com a empresa de bolas de futebol assim que soube da prisão do advogado Eduardo Diamante.
 

Redação Terra
 
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