|
|
 |
Busca |
|
Faça sua pesquisa na Internet:
|
 |
|
Treze integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) morreram e sete foram presos pela Polícia Civil de São Paulo, nesta segunda-feira, após tentativas de ataques a Centros de Detenção Provisória (CDP) de São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá e Santo André, entre a noite de ontem e a manhã de hoje, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado. A polícia sabia antecipadamente dos planos devido a informações de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça.
Os policiais fizeram campana nos locais de ataque e conseguiram dar voz de prisão aos suspeitos. Por volta das 5h, a polícia viu a chegada de cerca de 20 suspeitos ao CDP de São Bernardo do Campo. Duas horas depois, segundo a polícia, eles receberam ordens para executar três agentes que estavam saindo do CDP em direção ao ponto de ônibus. Nesse momento, a polícia intercedeu, deixando dez mortos.
Em Diadema, na mesma operação, três suspeitos morreram e um policial ficou levemente ferido após ser atingido por tiros em cima do colete. Entre os presos, as três mulheres serviam de olheiras para o grupo.
Segundo a polícia, todos os mortos e presos tinham antecedentes criminais. Sete veículos e 15 armas de grosso calibre foram apreendidos na operação que envolveu 70 policiais.
O governador do Estado, Cláudio Lembo (PFL), confirmou as 13 mortes na nova tentativa de ataques por parte do PCC. "Eles nos ameaçaram no jogo do Brasil da semana passada, mas nós conseguimos que eles não fizessem. Tentaram esta madrugada, mas foram rechaçados duramente. Eles queriam fazer novamente aquelas ações espetaculares, mas foram vencidos", disse o governador a jornalistas no Palácio dos Bandeirantes.
Lembo disse que há dias as autoridades tinham informações de que o PCC preparava uma nova onda de atentados e por isso reagiu com rapidez às ações da madrugada de hoje. "A polícia está em alerta. A situação é de total tranqüilidade, não há nenhum problema em São Paulo", afirmou.
O delegado Marco Antônio Pereira concede entrevista coletiva, nesta tarde, na seccional de São Bernardo sobre os detalhes das ações.
Ataques mataram mais de 150
O PCC realizou uma onda de ataques contra policiais entre 12 e 19 de maio em represália contra a mudança para prisões de segurança máxima de lideranças do grupo, entre eles Marcos Camacho, o Marcola.
Durante a onda de violência, o PCC realizou cerca de 300 ataques, nos quais morreram 41 policiais e agentes carcerários, quatro civis e 79 supostos delinqüentes, assim como nove presos que foram assassinados em motins incitados pelo PCC, segundo dados oficiais.
Organismos de defesa dos direitos humanos denunciaram, no entanto, que o número de mortos foi maior e acusam a polícia de ter matado inocentes em uma vingança desenfreada contra os autores das mortes dos policiais.
|