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Guerra Urbana
Sábado, 20 de maio de 2006, 04h44 
Após bloqueio, celulares ainda funcionam em prisões
 
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O bloqueio do sinal de telefones celulares nos arredores de penitenciárias falhou em pelo menos em quatro das seis cidades em que foi ordenada a medida. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo deste sábado, foram detectados problemas no bloqueio nas penitenciárias de Franco da Rocha, Araraquara, São Vicente e Presidente Venceslau. O diário informa que aparelhos das operadoras Vivo, Tim e Claro funcionaram em pontos bem próximos a penitenciárias.

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A medida foi implementada nesta sexta, e o problema já era esperado pelo gerente de regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Bruno Carvalho Ramos. Ele admitiu que a medida poderia não ser totalmente eficaz. "Neste momento, a Anatel não tem capacidade para avaliar a cobertura. E já conseguimos informar que, para presídios dentro de cidades, a população sofrerá as conseqüências", afirmou o gerente.

Ramos disse ainda que outros tipos de comunicação dentro dos presídios, como por exemplo a telefonia via satélite, não podem ser evitadas pela Anatel. Para ele, o prazo de 48 horas dado pela Justiça para o cumprimento da decisão foi muito curto para uma ação tão complexa.

No total, seis empresas de telefonia celular participam do sistema de bloqueio. Segundo a ação judicial, a medida, coordenada pela Anatel, irá durar vinte dias, até que o governo federal defina outro tipo de ação.

A ordem judicial foi cumprida pela Anatel após determinação derivada de ações criminosas que tomam conta de São Paulo desde a última sexta-feira. Acredita-se que a ordem para as ações de São Paulo saíram de dentro de presídios, por ligações feitas de celulares.
 

Redação Terra