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Os ônibus voltaram a circular normalmente na manhã desta quinta-feira na cidade de São Paulo após oito veículos coletivos terem sido incendiados desde a noite de ontem. Os ataques causaram o recolhimento das frotas de pelo menos cinco empresas antes do final de suas rotas, por volta das 22h. Hoje todos os 23 terminais da capital estão abertos.
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O rodízio de veículos está mantido. Assim, carros com placas com final 7 e 8 não devem circular entre as 7h e as 10h e entre as 17h e as 20h.
A madrugada desta quinta-feira teve o registro da morte de pelo menos mais nove suspeitos em confrontos com a polícia em São Paulo. Agora, já são 147 os mortos em confrontos entre bandidos e a polícia desde a última sexta-feira.
Proteção
Na manhã desta quinta-feira, terminais como o Santo Amaro não estavm protegidos pela polícia. Segundo a SPTrans, empresa que controla o transporte público via ônibus na cidade, a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana continuariam a fazer a segurança dos veículos nos corredores e nos terminais para evitar novos ataques.
As medidas de segurança foram adotadas na quarta-feira em razão da série de ataques atribuídos à facção criminosa PCC, na qual foram queimados 55 ônibus na cidade desde domingo. Eles são considerados parte da série de atentados promovidos desde a sexta-feira passada.
Interrupção
Quatro das oito empresas que operam linhas noturnas na capital paulista - Santa Brígida, Sambaíba, Vip e Himalaia - decidiram não colocar seus carros nas ruas na madrugada desta quinta-feira por causa dos ataques. A SPTrans informou que poucos passageiros foram prejudicados, já que a procura pelas linhas suspenas é normalmente baixa.
Segundo a rádio CBN, na Zona Sul de São Paulo, a área mais atingida pela interrupção do serviço, a situação é tranqüila, e o tempo de espera é considerado normal pelos passageiros que aguardavam condução nos pontos.
O Terminal Dom Pedro II foi fechado às 23h de quarta-feira, já que todas as linhas pararam de circular. Os passageiros tiveram que pegar vans ou taxis.
Por volta da meia-noite, quase todos os ônibus haviam sido recolhidos na cidade. De acordo com a Globonews, algumas companhias decidiram trocar os veículos novos por velhos para circular durante a noite.
Incêndios
Pelo menos oito ônibus foram incendiados em São Paulo desde o início da noite de quarta-feira, seis deles na capital, um em Mauá, na Região Metropolitana, e outro em Guaratinguetá.
Um dos incêndios atingiu quatro ônibus da linha Jardim Nakamura-Metrô Santa Cruz que estavam estacionados no ponto final, na avenida Professor Mário Mazagão, no Jardim Ângela (Zona Sul da cidade).
Dois coletivos foram incendiados às 20 horas, na zona sul, no bairro Alto da Riviera. Três viaturas dos bombeiros atenderam a ocorrência, não houve vítimas. Na zona norte, um coletivo foi incendiado no mesmo horário, na Avenida Jardim Japão, no bairro Jardim Brasil. Os bombeiros enviaram duas viaturas para o local, ninguém se feriu. Na avenida São Miguel, zona leste, um transporte coletivo pegou fogo por volta de 21h.
Com estes ataques, subiu para 55 o número de ônibus incendiados na capital paulista desde domingo. Eles são considerados parte da série mais de 150 ataques promovidos por criminosos desde a sexta-feira passada.
Boatos
Uma série de boatos envolvendo a morte de familiares do chefe da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Camacho, o Marcola, fez com que pelo menos duas universidades dispensassem seus alunos mais cedo, com medo de represálias. O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, teve a segurança reforçada.
No início da tarde, começou a circular a informação de que Alejandro Camacho, irmão de Marcola, teria sido morto na prisão. Também circularam notícias de que a mãe de Marcola tinha sido assassinada. As informações não foram confirmadas.
O medo fez com que instituições de ensino superior, como a PUC e a Cásper Líbero, dispensassem seus alunos na noite de quarta-feira na Grande São Paulo. Outras faculdades na Grande São Paulo teriam tomado a mesma medida. A Secretaria da Segurança Pública confirmou que as dispensas, ocorreram mas disse que não havia fatos que justificassem essa medida.
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